CTur: aviação regional precisa de regulação específica

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O Conselho de Turismo (CTur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) recebeu em 8 de julho a professora Lúcia Helena Salgado, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). A especialista apresentou um estudo desenvolvido pelo Instituto sobre a aviação regional brasileira e a necessidade de um marco regulatório voltado para o segmento.


Segundo o estudo da professora Lúcia, entre 1998 e 2008, período analisado pela pesquisa, houve queda na qualidade da cobertura de vôos regionais pelo Brasil, com destaque para a região Norte (-13%).

O Conselho de Turismo (CTur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) recebeu em 8 de julho a professora Lúcia Helena Salgado, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). A especialista apresentou um estudo desenvolvido pelo Instituto sobre a aviação regional brasileira e a necessidade de um marco regulatório voltado para o segmento.


Segundo o estudo da professora Lúcia, entre 1998 e 2008, período analisado pela pesquisa, houve queda na qualidade da cobertura de vôos regionais pelo Brasil, com destaque para a região Norte (-13%). No período, 44 aeroportos que operavam linhas regionais deixaram de funcionar, uma queda de 22% em relação ao número total de terminais pelo país. “Em paralelo, percebeu-se uma concentração de vôos em aeroportos grandes e médios, em detrimento dos aeroportos locais. A livre mobilidade permitiu às companhias aéreas esse movimento, concentrando suas atuações em grandes terminais”, disse a pesquisadora. Em números gerais, 35% das microrregiões brasileiras deixaram de ser atendidas pelo modal aéreo, afetando 7% da população. “Existem microrregiões com alto potencial, mas que dependem de investimentos, o que torna a possibilidade mais interessante para a iniciativa privado do que para o governo”, complementou.          

 

A professora destacou a necessidade de incentivo a alianças estratégicas, que incentive a integração entre a aviação comercial regular e a regional. Lúcia Helena informou que está na pauta do governo propor mecanismos de fomento e políticas públicas específicas para a aviação regional. “Mas ainda falta articulação entre os agentes do setor público para a tomada de decisão de forma coordenada e efetiva”, disse. Além dessa falta de coordenação entre poderes, e da falta de um marco regulatório mais específico, a professora destacou a alta carga tributária no Brasil e com um fator que trava o desenvolvimento da aviação regional.

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