Cruise Lines International Association Brasil (Clia) demanda mudanças para investir no Brasil

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As empresas de cruzeiros marítimos não exploram mais o País por perder a confiança no mercado econômico brasileiro.

“É preciso atuar nessas frentes para que o setor atinja sua maturidade e possamos crescer e evoluir”, enfatizou a presidente do Conselho da Cruise Lines International Association Brasil (Clia) e diretora-geral da Norwegian Cruise Line no Brasil, Estela Faria. “Quando se fala de cruzeiros, é preciso abordar tudo o que ele representa. O cruzeiro marítimo é uma imensa cadeia de produtos, serviços, pessoas.”

As empresas de cruzeiros marítimos não exploram mais o País por perder a confiança no mercado econômico brasileiro.

“É preciso atuar nessas frentes para que o setor atinja sua maturidade e possamos crescer e evoluir”, enfatizou a presidente do Conselho da Cruise Lines International Association Brasil (Clia) e diretora-geral da Norwegian Cruise Line no Brasil, Estela Faria. “Quando se fala de cruzeiros, é preciso abordar tudo o que ele representa. O cruzeiro marítimo é uma imensa cadeia de produtos, serviços, pessoas.”

“Este evento reúne as pessoas corretas para discutir soluções plausíveis para voltarmos a incluir o país na rota dos navios”, comentou Estela, no painel sobre a indústria de cruzeiros no Brasil e no mundo.

O grupo é composto por três empresas e mantém um escritório no Brasil, mas não tem navios de cabotagem no País – navegação entre portos do mesmo país. Os motivos de a empresa não se interessar em investir nos cruzeiros de cabotagem são custo competitivo, segurança jurídica, infraestrutura e outros. “Estivemos aqui nas Olimpíadas, por exemplo, mas investir no Brasil, trazer roteiros para cá depende de mudanças.”

Outra grande empresa no segmento de turismo marítimo, responsável por 25% do mercado de cruzeiros no mundo, Royal Caribbean Cruzeiros Brasil, foi representada por seu diretor Mário Franco. A empresa é proprietária de 45 navios, sendo 10 em construção e a perspectiva de que nos próximos cinco anos chegarão novos navios de grande capacidade e porte luxuoso.

Ela não está mais no Brasil fazendo cruzeiro de cabotagem. “No Brasil, há uma circunstância logística muito especial. O País tem uma costa litorânea maravilhosa, cerca de oito mil quilômetros, e, ao lado, só o Oceano Atlântico. Diferentemente dos Estados Unidos (EUA), onde há Bahamas por perto, fazendo com que o navio faça cruzeiro internacional.”

Aqui passa a ser um cruzeiro nacional. Dessa forma, envolve custos brasileiros, como: CLT (Consolidação das Leis do Trabalho); visto de trabalho com residência; tributação; tudo feito sem atos administrativos. “Não há lei, é preciso ter consciência, pois a competição não é com o hotel local, é com a China, com a Europa, com o Caribe e outros países”, enfatizou Mário.

Ponderando as condições de maior facilidade, menos burocracia e menos custos, ele afirmou: “só voltaremos a ter o número de navios que tivemos antes quando a circunstância jurídica do Brasil se amenizar e houver conscientização e compreensão de que a circunstância logística é ruim para o País”.

“Sendo assim, hoje nós vendemos a cerca de 60 mil passageiros brasileiros cruzeiros internacionais em maior número, apesar da existência de dois navios de cruzeiros nacionais, como o de Rio de Janeiro/Búzios”, disse.

Algumas empresas que exploram no Brasil trazendo estrangeiros, como Manaus, têm também seus navios tributados aqui. “Se não tivermos uma reunião com representantes da Receita (Federal), do Ministério do Trabalho, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para concretizarmos um ambiente melhor para as atividades do setor, continuaremos com a diminuição de navios”, finalizou.

Demais discussões

Os painéis Desafio da Regulação no Brasil; Polícia Federal, Receita Federal e Anvisa – Proteção, Controle e Vigilância na Operação de Navios de Cruzeiros; Infraestrutura Portuária; Terminais de Passageiros – Investimentos e Competitividade; e Destinos, Atrações e Receptividade também discutiram, de forma pontual, questões de dificuldades, desafios e necessidade de modificações pleiteadas pelas empresas de cruzeiro marítimo, para que o turismo brasileiro evolua e gere mais empregos.

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