Os Estados Unidos estão perdidos, sem um ponto de referência”. A afirmação é do conferencista Stephen Kanitz, primeiro palestrante do 28°Encontro de Sindicatos Patronais do Comércio, que acontece entre os dias 16 e 18 de maio em Natal, no Rio Grande do Norte.
Ao falar sobre o contexto da economia internacional, Kanitz falou sobre a crise econômica de 2008, deflagrada pela bolha no mercado de imóveis dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos estão perdidos, sem um ponto de referência”. A afirmação é do conferencista Stephen Kanitz, primeiro palestrante do 28°Encontro de Sindicatos Patronais do Comércio, que acontece entre os dias 16 e 18 de maio em Natal, no Rio Grande do Norte.
Ao falar sobre o contexto da economia internacional, Kanitz falou sobre a crise econômica de 2008, deflagrada pela bolha no mercado de imóveis dos Estados Unidos.
“A bolha imobiliária foi o resultado de um subsídio fiscal exagerado. O governo oferecia incentivos fiscais vinculados à contratação de dívidas bancárias, num limite de US$ 1 milhão. Ou seja, para ter dedução no Imposto de Renda, todos queriam comprar casas nesse valor, até quem não podia”, afirmou. Segundo ele, o incentivo era tão grande que, para uma dívida de US$ 1,1 mil, o governo acabava arcando com US$ 840 mil, considerando as deduções de impostos. “Hoje, os subsídios caíram pela metade, mas, como os imóveis mantiveram seus preços de seis anos atrás, a população não quer mais assumir dívidas tão longas – afinal, 25% da população, o mesmo índice da época do crash de 29, têm medo de perder seus empregos”, disse.
Kanitz não enxerga possibilidades de melhoria no cenário de curto prazo da maior potência do planeta: “Em todo o mundo, e principalmente nos Estados Unidos, os especialistas estão usando coordenadas nominais para traçar cenários para a economia, não coordenadas realistas, o que é problemático porque significa ignorar, por exemplo, uma inflação que não permitirá, por exemplo, que os títulos do tesouro norte-americano valham a mesma coisa daqui a 30 anos. E quem compra estes papeis hoje precisa ter esta informação”, afirmou.
Segundo o conferencista, o que hoje é chamado de juros baixos são, na realidade, juros negativos.
“Acredito inclusive na possibilidade de uma outra crise com fuga de capitais dos Estados Unidos, que, hoje, estão sem um ponto de referência. É como estar perdido em um deserto: a falta de água é um problema, mas não saber onde se está é um problema maior ainda”, afirmou. A boa notícia é que, segundo o palestrante, a economia do Brasil tem sólidos fundamentos e o País não será afetado caso aconteça uma crise internacional.”Estamos lastreados em nossas reservas cambiais”, finalizou.