Criada frente pró-ensino profissionalizante

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Foi lançada em 20/05 a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Ensino Profissionalizante, que contou com a adesão de mais de 200 deputados e senadores. A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) afirmou que um dos principais desafios da frente é garantir orçamento suficiente para que se triplique a oferta de vagas na educação profissional em dez anos, como prevê o Plano Nacional de Educação.

Foi lançada em 20/05 a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Ensino Profissionalizante, que contou com a adesão de mais de 200 deputados e senadores. A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) afirmou que um dos principais desafios da frente é garantir orçamento suficiente para que se triplique a oferta de vagas na educação profissional em dez anos, como prevê o Plano Nacional de Educação.

“Não vamos abrir mão do plano de expansão da rede de educação profissional no Brasil”, disse a senadora, uma das coordenadoras da frente. A deputada Maria do Rosário (PT-RS), que também está entre as coordenadoras, disse que se empenhará na aprovação do projeto de lei em tramitação na Câmara que regulamenta a profissão de tecnólogo. O PL 2.245/2007, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara em 2013, mas, por manobras regimentais, está parado na Casa.

“Por meio desse projeto de lei, resgataremos uma dívida histórica com milhares de brasileiros que fizeram o curso de tecnólogo e não têm o reconhecimento da profissão”, afirmou Fátima, que foi relatora do projeto no Senado.

Salto

No Brasil, o incentivo à formação profissional só começou em 2002. Desde a fundação dos primeiros centros tecnológicos, em 1909, até o início do governo Lula, foram construídas no Brasil 140 escolas. Após a criação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, em 2008, o número saltou para 562. Mesmo assim, ainda é pouco avaliou a senadora. Segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, nas 34 nações mais desenvolvidas do mundo, 35% dos jovens optam pela educação profissional. No Brasil, apesar de os números crescerem ano a ano, os cursos tecnológicos ainda representam 13,7% dos cursos superiores. “É um paradoxo que, enquanto ampliamos a rede de educação profissional pública, os tecnólogos ainda não tenham a profissão reconhecida.”

No lançamento da frente, o presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Belchior de Oliveira Rocha, afirmou que a educação tem que ser o principal projeto estruturante de qualquer país. “Temos que deixar de exportar commodities para começar a exportar conhecimento.”

Para o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Marcelo Feres, embora o Brasil tenha visto muitos avanços no campo da educação profissional, ainda há muito a avançar em termos de valor social: “Nós sabemos que existem muitos espaços para prepararmos os nossos jovens para o mundo mais tecnológico e o fortalecimento da educação profissional vai fazer com que avancemos cada vez mais”.

Regulamentação

Após o lançamento da frente, os parlamentares decidiram redigir um manifesto em prol da aprovação do PL 2.245/2007, que regulamenta a profissão de tecnólogo. O manifesto já contabiliza a adesão de mais de 60 assinaturas.

Participaram do lançamento da frente os senadores Wellington Fagundes (PR-MT) e Cristovam Buarque (PDT-DF) e os deputados Alex Canziani (PTB-PR), Valtenir Pereira (Pros-MT), Reginaldo Lopes, Pedro Uczai (PT-SC), Ezequiel Fonseca (PP-MT) e Dr. Jorge Silva (Pros-ES). O encontro de ontem contou com a presença dos reitores de Institutos Federais de 11 unidades da Federação (Pernambuco, Santa Catarina, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Paraíba, Rio Grande do Sul e Brasília).

Além da senadora Fátima Bezerra e da deputada Maria do Rosário, a frente tem cinco coordenadores regionais: deputados Lelo Coimbra (PMDB-ES), Alex Canziani, Ságuas Moraes (PT-MT), Alice Portugal (PCdoB-BA) e Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO). A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Ensino Profissionalizante conta com o apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), do Conif e da Federação Nacional dos Tecnológicos (FNT).

Fonte Jornal do Senado

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