Gazeta Mercantil Editoria: Nacional Página: A-7
O crescimento econômico trouxe reflexos positivos para o mercado de trabalho. A taxa de desemprego recuou dos 16,8% de 2006 para 15,5% no ano passado, ” esta é a menor taxa de desemprego desde toda série histórica iniciada em 1998″, afirma Clemente Ganz Julio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, que apurada na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) em conjunto com a Fundação Seade – Sistema Estadual de Análise de Dados.
Gazeta Mercantil Editoria: Nacional Página: A-7
O crescimento econômico trouxe reflexos positivos para o mercado de trabalho. A taxa de desemprego recuou dos 16,8% de 2006 para 15,5% no ano passado, ” esta é a menor taxa de desemprego desde toda série histórica iniciada em 1998″, afirma Clemente Ganz Julio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, que apurada na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) em conjunto com a Fundação Seade – Sistema Estadual de Análise de Dados. O estudo, que abrange as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal registrou que a abertura de 533 mil novas vagas em 2007 foram suficientes para absorver 374 mil novos candidatos e tirar 180 mil pessoas da condição de desemprego.
O setor de serviços foi o que mais empregou no ano passado com a criação de 316 mil vagas, seguido do comércio que abriu 130 mil postos de trabalho, construção civil (66 mil), Indústria (46 mil) e serviços domésticos (21 mil). De acordo com Alexandre Loloian, diretor da Fundação Seade, “basta a economia crescer de forma sustentada para que os bons empregos surjam”, afirma Alexandre Loloian, diretor da Fundação Seade. Segundo Clemente, “para cada ponto percentual de crescimento do PIB, temos também cerca de 1 ponto percentual na taxa de crescimento da ocupação”. O acumulado no período de 2004 a 2007 somou o total de 774 mil vagas.
A redução da taxa de desemprego foi registrada em todas das regiões pesquisadas pela Fundação Seade/Dieese. A maior delas foi observada na de Belo Horizonte que ficou em 12,2% no ano passado, abaixo dos 13,8% de 2006. De acordo com Loloian, “(a região de) Belo Horizonte está com uma taxa próxima a de países desenvolvidos”. As montadoras, indústrias de autopeças, bens de capital, mineração e metalurgia têm influência expressiva nesta redução. A pesquisa revela que as taxas ficaram próximas de mineira na região de Porto Alegre (12,9%), seguida de São Paulo, com 14,8% de desempregados, Distrito Federal (17,7%), Recife (19.7%) e Salvador que registrou 21,7% de desemprego em 2007.
Retração
No levantamento mensal referente a 2007, foi registrada redução constante na taxa de desemprego a partir de abril. Foram 8 meses seguidos de diminuição do contingente de desempregados que fechou o ano em 2.79 milhões de pessoas, 87 mil a menos do que em dezembro do ano passado. No final do ano os pesquisadores constataram um elemento novo.
A oferta de mão-de-obra na construção civil manteve o ritmo forte também neste período . As construtoras costumam reduzir as atividades pelas chuvas, que são mais constantes nesta época do ano, e as festas natalinas. Segundo a pesquisa, de dezembro de 2006 a dezembro de 2007, foram criadas 160 mil vagas no setor da construção. Deste total, 102 mil na região metropolitana de São Paulo.
O rendimento médio nas regiões metropolitanas pesquisadas pela Fundação Seade/Dieese cresceu no Distrito Federal e deu sinais de recuperação na região metropolitana de Belo Horizonte. O salário médio no Distrito Federal cresceu 5,7% e situou-se em R$ 1.521,00 em 2007. O rendimento médio subiu 4,3% em Salvador (R$ 822,00).. Belo Horizonte registou uma recuperação de 4% e consolidou a média de R$ 987,00. O rendimento cresceu 2,5% em Porto Alegre (R$ 1.028,00) e 1,5% em Recife, onde os trabalhores ganham R$ 658,00. São Paulo -queda de 0,3% e o valor permaneceu praticamente estagnado em R$ 1.140,00.