Irritadas com os próximos passos do governo, as entidades defensoras dos consumidores reagem contra a prorrogação de mais quatro anos da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que arrecada 0,38;perc; sobre as movimentações financeiras no País para cobrir despesas com saúde, previdência e combate à pobreza. “É um confisco vergonhoso que os brasileiros têm que pagar”, afirma Aparecido Donizét Pizon, presidente da ONG Associação Nacional de Defesa dos Consumidores do Sistema Financeiro (Andif).
Irritadas com os próximos passos do governo, as entidades defensoras dos consumidores reagem contra a prorrogação de mais quatro anos da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que arrecada 0,38;perc; sobre as movimentações financeiras no País para cobrir despesas com saúde, previdência e combate à pobreza. “É um confisco vergonhoso que os brasileiros têm que pagar”, afirma Aparecido Donizét Pizon, presidente da ONG Associação Nacional de Defesa dos Consumidores do Sistema Financeiro (Andif).
Mesmo após ser aprovada a admissibilidade da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prorroga a CPMF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, as entidades defensoras dos consumidores não aceitam os passos tomados pelo governo e desaprovam a cobrança da contribuição. Segundo eles, não é de conhecimento público sua real finalidade. Pizon afirma que a contribuição é como uma festa para a União, alegando que “a população trabalha para esse pessoal torrar o dinheiro de uma forma absolutamente desastrada”, lembrando que não vê uma melhoria na saúde.
Já para José Roberto, presidente da ONG Anacont, Associação Nacional de Assistência ao Consumidor e Trabalhador, a CPMF é um imposto absurdo, que não existe em lugar nenhum, onde “três ou quatro pessoas pagam pelo mesmo valor”, e reclama que a cobrança é feita de quem paga e de quem recebe algum valor. Até ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que o tributo não é perfeito na última sexta feira. “Os defeitos são que ele é acumulativo, incide muito nas operações de curto prazo do setor financeiro”, afirma o ministro.