Pensando nos investimentos que serão feitos para a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, e também no legado que eles irão deixar para o país, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por meio de seu Conselho de Turismo, vem promovendo debates sobre o assunto.
Pensando nos investimentos que serão feitos para a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, e também no legado que eles irão deixar para o país, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por meio de seu Conselho de Turismo, vem promovendo debates sobre o assunto.
O mais recente aconteceu em 10 de novembro, quando o Conselho recebeu André Monegaglia, vice-presidente do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) e Diogo Canteras, diretor da consultoria HVS Brasil – Global Hospitality Services. O encontro, cujo tema foi Oferta Hoteleira no Brasil para os Megaeventos, faz parte dos estudos relativos ao macrotema Infraestrutura Turística e Megaeventos.
André Monegaglia apresentou no encontro a pesquisa Placar da Hotelaria, realizado pelo FOHB e pela HSV, com apoio do Ministério do Turismo e do Senac-SP. “Tivemos a ideia de monitorar a perspectiva de ocupação das 12 cidades-sede da Copa até 2015, já que não faz sentido construir empreendimentos hoteleiros que não serão utilizados após o mundial”, disse.
De acordo com o estudo, o Rio de Janeiro, por exemplo, a persperctiva de taxa de ocupação na cidade é de 85% até 2015. “É um teto sazonal. Na prática a cidade está lotada”, explicou Monegaglia. A oferta atual são de 19.403 unidades hoteleiras, e ainda existem mais 2.430 unidades em construção ou reforma. No total, a estimativa é de que, ao fim da Copa, existam 21.843 unidades. A demanda atual é de 13.916 apartamentos, e o adicional que pode ser gerado é de 4.696 unidades, chegando a 18.612 unidades. Números muitos próximos, na opinião do presidente do FOHB, que devem ser observados de perto.
Debate também em São Paulo
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomercio-SP) reuniu especialistas no dia 8 de novembro para participarem do II Seminário São Paulo de Braços Abertos Para a Copa 2014, onde foram discutidos os principais temas a serem desenvolvidos para a realização dos jogos, pensando principalmente no legado à cidade. “É preciso abandonar aquela visão tradicional que liga a Copa somente ao futebol e à construção de estádios”, avalia o presidente do Conselho de Desenvolvimento das Cidades da Fecomercio-SP, Josef Barat.
Os aeroportos se mostraram como a principal preocupação dos realizadores da Copa, enquanto que a segurança apresenta sinais positivos. Tanto a Polícia Civil quanto a Militar estão modernizando seus equipamentos de vigilância e serviços de atendimento para poder resolver qualquer situação que possa surgir durante os jogos do mundial
Com relação à capacitação de trabalhadores, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) já vem trabalhando nesse aspecto e isso não deve ser um problema para a realização do campeonato. De acordo com pesquisa realizada pelo instituição nas 12 cidades sedes dos jogos e nas outras 19 que servirão para alojar as comissões, imprensa e turistas, não existe a necessidade de treinar pessoas para profissões que antes não eram praticadas. “O que existe é a necessidade de os trabalhadores adquirirem novas habilidades e conhecimentos e o Senac está completamente preparado para suprir estas necessidades”, esclarece o diretor de Planejamento e Comunicação do Senac, Jacinto Barbosa Correa. Ele ainda afirma que nos próximos três anos a instituição deverá capacitar cerca de 1 milhão de trabalhadores somente para a Copa.