Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro Página: B-3
No primeiro trimestre do ano, o consumo das famílias brasileiras cresceu 6% em relação ao mesmo período de 2006. Foi o 14º trimestre de crescimento consecutivo e o melhor resultado desde o avanço de 6,9% do segundo trimestre de 1997.
Com o resultado, o consumo das famílias se consolida, segundo o IBGE, como um dos principais motores do crescimento do país.
Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro Página: B-3
No primeiro trimestre do ano, o consumo das famílias brasileiras cresceu 6% em relação ao mesmo período de 2006. Foi o 14º trimestre de crescimento consecutivo e o melhor resultado desde o avanço de 6,9% do segundo trimestre de 1997.
Com o resultado, o consumo das famílias se consolida, segundo o IBGE, como um dos principais motores do crescimento do país. Ele compensa em boa medida, por exemplo, o peso negativo que o setor externo vem tendo sobre o PIB -via aumento das importações, que subiram 19,9% no trimestre sobre o mesmo período em 2006.
“Com certeza, a demanda interna é hoje o carro-chefe do crescimento, enquanto o setor externo vem pesando negativamente”, afirmou Claudia Dionísio, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.
Um dos fatores que contribuíram para o resultado positivo no consumo das famílias foi o aumento de 6,4% da massa salarial real no trimestre, acima dos 5,5% do trimestre anterior. Também cresceu 2,7% o total da população ocupada.
No primeiro trimestre do ano, as famílias brasileiras direcionaram R$ 368,2 bilhões para o consumo. Esses gastos cresceram em linha com a evolução geral do comércio no período, que vendeu 6% mais.
“O fato de o consumo ter crescido na mesma faixa da evolução do comércio é mais uma prova do acerto na mudança de metodologia para o cálculo do PIB”, diz Sérgio Vale, economista da MB Associados, sobre as recentes mudanças que o IBGE promoveu nos cálculos das contas nacionais.
O consumo em ascensão também cresce impulsionado pelo crédito. Entre janeiro e março houve crescimento, em termos nominais, de 24,6% no volume de operações de financiamento a pessoas físicas.
“O resultado geral do PIB é bom, com boa qualidade, já que o consumo das famílias e os investimentos estão aumentando. Isso mostra que os empresários apostam em uma recuperação continuada”, diz Ana Maria Castelo, da GVconsult.
Enquanto o consumo subiu 6% no trimestre, os investimentos do setor produtivo, com máquinas e equipamentos à frente (também por conta de importados), cresceram 7,2% no período.