Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-5
O consumidor brasileiro deve gastar R$ 44,6, em média, por presente neste Natal. Para uso próprio, os produtos mais demandados serão roupas e calçados, segundo pesquisa da Ipsos com mil pessoas no País, a pedido da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Consumidores de maior poder aquisitivo devem gastar R$ 107 por presente, e os de menor poder aquisitivo, R$ 17,1.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-5
O consumidor brasileiro deve gastar R$ 44,6, em média, por presente neste Natal. Para uso próprio, os produtos mais demandados serão roupas e calçados, segundo pesquisa da Ipsos com mil pessoas no País, a pedido da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Consumidores de maior poder aquisitivo devem gastar R$ 107 por presente, e os de menor poder aquisitivo, R$ 17,1. Curiosamente, consumidores da Região Sul, onde o poder de compra é maior, devem gastar menos por presentes do que os das regiões Nordeste e Centro-Oeste – R$ 25,1 e R$ 58,7, respectivamente, segundo a Ipsos.
Para 39% dos consumidores entrevistados, os gastos com presentes serão os mesmos dos do ano passado; para 30%, menores, e, para 15%, maiores. “A economia vai bem, mas isso não quer dizer que o consumidor vai gastar bem mais neste ano”, afirma André Rebelo, gerente do departamento de economia da Fiesp.
Poder aquisitivo.A intenção do consumidor de comprar roupas e calçados é maior entre consumidores de classes de maior poder aquisitivo. Nas classes de menor poder aquisitivo, a Ipsos constatou que o desejo é adquirir eletrodomésticos, como geladeiras, televisores e fogões.
“A pesquisa mostra a intenção dos consumidores de comprar roupas, calçados, perfumes e jóias, mas, na realidade, eles estão comprando mais do que isso. Na nossa avaliação, não será um Natal de presentinhos. O consumidor, especialmente o de menor poder aquisitivo e que mora no Nordeste, está adquirindo eletrodomésticos e aproveitando o crédito mais farto e longo”, diz Emílio Alfieri, economista da ACSP.
A consulta aos mil consumidores também constatou que os bens de menor valor serão pagos à vista, e os de maior valor, a prazo. Na compra de livros e CDs, o pagamento à vista foi citado por mais de 90% dos entrevistados. Para as compras de roupas e calçados, 68% mencionaram pagamento à vista.
O levantamento da Ipsos também constatou que os recursos do 13º serão utilizados, por ordem, para realizar compras para o Natal, pagar dívidas, viajar, aplicar em investimento bancário e reforma da casa.
Para Abram Szajman, presidente da Fecomércio-SP, este será o Natal do setor de bens duráveis. “O comércio paulista deve crescer entre 5% e 6% neste ano sobre 2006. O tíquete médio será mais alto porque será um Natal de bens duráveis, de produtos eletroeletrônicos e computadores.”
Para Szajman, o crescimento de vendas neste Natal será semelhante ao previsto para todo o ano de 2007 na comparação com 2006 – entre 5% e 5,5%. “É um crescimento importante, mas não é nada excepcional.”