Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-6
O consumidor virou o ano mais otimista, segundo duas pesquisas divulgadas ontem. Na capital paulista, o Índice de Confiança do Consumidor, apurado pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP), atingiu 142,8 pontos este mês, o nível mais alto desde abril de 2005, quando registrou 147,3 pontos. Já o Índice Nacional de Confiança, medido pelo instituto Ipsos Public Affairs para a Associação Comercial de São Paulo, chegou a 139 pontos em dezembro, o que representa alta de cinco pontos em relação ao mês anterior.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-6
O consumidor virou o ano mais otimista, segundo duas pesquisas divulgadas ontem. Na capital paulista, o Índice de Confiança do Consumidor, apurado pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP), atingiu 142,8 pontos este mês, o nível mais alto desde abril de 2005, quando registrou 147,3 pontos. Já o Índice Nacional de Confiança, medido pelo instituto Ipsos Public Affairs para a Associação Comercial de São Paulo, chegou a 139 pontos em dezembro, o que representa alta de cinco pontos em relação ao mês anterior. Em dezembro de 2006, o indicador estava em 141 pontos.
Ambos os índices variam de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total). A melhora na confiança do paulistano neste início de ano chegou a surpreender alguns analistas. Como janeiro concentra uma série de gastos pesados, com o pagamento de impostos, como o IPTU e o IPVA, e de outras despesas extras, como matrículas e mensalidades escolares, o otimismo do consumidor normalmente tende a diminuir nesse período do ano.
“O País teve um ano positivo de crescimento para o comércio e a indústria, o que se refletiu no aquecimento do mercado de trabalho a partir do segundo semestre de 2007”, disse Fábio Pina, assessor econômico da Fecomercio-SP. Pina observou que a aceleração no ritmo de abertura de novos postos de trabalho fez a taxa de desemprego recuar nesse período. Segundo ele, o aumento do emprego é um dos principais fatores que influem de forma positiva no ânimo do consumidor. “Para quem já está empregado, diminui o medo de demissão e melhora a expectativa de uma posição melhor, enquanto para o desempregado funciona uma injeção de ânimo”.
Os efeitos de bom humor do consumidor têm movimentado o comércio. Tanto que o resultado da Pesquisa Mensal de Comércio referente a novembro, que será divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve mostrar uma crescimento da ordem de 9,8% em relação a igual período do ano passado, de acordo com estimativa da consultoria MB Associados. Na comparação com outubro, a alta deve ficar em 1,6%. Se a previsão se confirmar, o comércio vai fechar 2007 com expansão recorde ao redor de 10%.
Na avaliação de Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, a tendência é de que a atividade econômica continue em ritmo forte de expansão no primeiro trimestre. “A indústria chegou ao final do ano com baixos estoques e deve continuar em crescimento nos próximos meses”, afirma.
Para Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo, a melhora na confiança do consumidor reflete o bom desempenho da economia e a oferta de crédito fácil com prazos alongados em 2007. “Até agora, o resultado era esperado e justificado”, diz Solimeo.
No entanto, o economista observa que o cenário de notícias neste início de ano já não é tão favorável como vinha sendo. “O salto da inflação, o risco de apagão energético e a ameaça de recessão nos Estados Unidos repercutem de forma negativa no humor das pessoas. “Mas talvez isso ainda demore um pouco para se refletir na confiança do consumidor”, afirma Solimeo.