Construindo um novo Brasil

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Jornal do Commercio  Editoria: Opinião   Página: A-17


O sentimento que se recolhe nas ruas é que o País exige uma agenda propositiva. Urgente, imediata, já. É imenso o clamor da sociedade por reformas e projetos que façam o País alcançar mais rapidamente seu destino de grande nação.


Vive-se no Brasil uma dura realidade, pois os problemas subsistem em escalas despropositadas. É preciso, por exemplo, ampliar o mercado de trabalho, melhorar a saúde, assegurar moradia digna aos brasileiros e eliminar a violência.

Jornal do Commercio  Editoria: Opinião   Página: A-17


O sentimento que se recolhe nas ruas é que o País exige uma agenda propositiva. Urgente, imediata, já. É imenso o clamor da sociedade por reformas e projetos que façam o País alcançar mais rapidamente seu destino de grande nação.


Vive-se no Brasil uma dura realidade, pois os problemas subsistem em escalas despropositadas. É preciso, por exemplo, ampliar o mercado de trabalho, melhorar a saúde, assegurar moradia digna aos brasileiros e eliminar a violência. Todavia, para que o País cresça e se desenvolva é fundamental investir no capital humano, na educação e na formação dos jovens e dos trabalhadores. E só por aí, creio, se poderá mudar e construir um novo Brasil.


Nesse sentido, ressalto a relevante contribuição que o Sistema “S” – Sesc, Senac, Sesi, Senai, Sebrae, Senat, Sest e Senar, dá para o País. Esse tipo de serviço prestado pelas confederações patronais aos trabalhadores dos seus respectivos segmentos produtivos foi instituído em 1942, pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas, que autorizou a criação do Senai, para atender à necessidade de formação de mão-de-obra para a nossa incipiente indústria de base. O Sesi, braço social da indústria – foi criado logo depois para suprir a necessidade de valorização social do patrimônio humano da indústria.


Pouco depois, em 1946, a experiência estendeu-se aos demais setores produtivos. A Confederação Nacional do Comércio criou o Senac e o Sesc. Mais recentemente, em 1991, a Confederação Nacional da Agricultura instituiu o Senar, e em 1993, a Confederação Nacional dos Transportes inaugurou o Senat e o Sest.


O Senac tem como missão formar o trabalhador em atividades de comércio, bens, serviços e turismo. São 537 unidades do Senac em funcionamento em todos os Estados da Federação, com sedes em 2.500 muni-cípios brasileiros, nos quais prestou, até hoje, mais de 45 milhões de atendimentos. Por tudo isso, é considerado referência nacional em educação profissional.


Pouco depois do surgimento do Senac, a CNC criou o Sesc, o braço social do comércio. A entidade é referência nas áreas de esporte, lazer, turismo, cultura, educação, saúde, alimentação e ação social. A cada ano, em todo o País, cerca de 6 milhões de comerciários e familiares são beneficiários das ações do Sesc, o que lhes confere uma vida mais digna. Com ações em mais de 2.200 municípios brasileiros, realizou em 2006 mais de 650 milhões atendimentos.


Outro pilar importante do Sistema “S” é o Sebrae, guardião insubstituível dos pequenos empreendedores brasileiros. Criado há 35 anos, pela necessidade do governo em orientar os pequenos empreendedores e formar um ambiente favorável para o surgimento das pequenas empresas, oferecendo a elas o suporte necessário para seu fortalecimento. Presente nas 27 unidades da Federação, com mais de 750 pontos de atendimento, contabilizou em 2006, cerca de 44 milhões de consultas e orientações técnicas.


É bom lembrar que as contribuições financeiras para o Sistema “S” não vêm do orçamento da União, não é dinheiro público. São originárias da iniciativa privada e estão baseadas em preceitos constitucionais. Os recursos assim recolhidos são canalizados ao Sistema “S” para que este atue em lugar do Estado.


O Sistema “S”, portanto, longe de contribuir para a elevação do chamado “custo Brasil”, opera no sentido de reduzi-lo, na medida em que investe maciçamente em capital humano e até mesmo substitui o Estado em setores vitais como a saúde, alimentação, educação, esportes e lazer. Sempre com maior eficiência e eficácia.


São instituições como o Sesi, Senai, Sesc, Senac, Sest, Senar e Sebrae que impulsionam o País, promovendo qualificação profissional e treinamento de mão-de-obra. É notável a importância do Sistema “S” para o crescimento econômico e a promoção da justiça social em nosso País.


 

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