O Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) deu início, em 24 de agosto, no Rio de Janeiro, aos debates relativos ao macrotema Turismo Receptivo e Qualificação Profissional. Para iniciar os trabalhos, foi convidado o presidente do Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Flávio Dino de Castro e Costa.
O Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) deu início, em 24 de agosto, no Rio de Janeiro, aos debates relativos ao macrotema Turismo Receptivo e Qualificação Profissional. Para iniciar os trabalhos, foi convidado o presidente do Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Flávio Dino de Castro e Costa.
Flávio Dino apresentou dados da economia no que se refere o turismo. Segundo ele, a receita turística internacional, no acumulado de janeiro a julho deste ano, chegou a US$ 3,859 bilhões, um crescimento de 14,48% em relação ao mesmo período de 2010. Ainda de acordo com o presidente do Embratur, o gasto de turistas no Brasil foi de US$ 489 milhões em julho, uma alta de 11,68% em relação a julho do ano passado.
Já o gasto dos brasileiros no exterior, no acumulado de janeiro a julho, foi de US$ 12,380 bilhões e, somente em julho deste ano, de US$ 2,196 milhões. Ao contrapor despesas e receitas com a atividade turística, existe um déficit de janeiro a julho deste ano, da ordem de US$ 8.521 bilhões. “Se o câmbio é, de fato, uma adversidade, devemos tratar da ampliação da competitividade, proporcionado ao turista uma experiência positiva”, afirmou Flávio Dino, ao analisar os números.
O presidente do Embratur elencou ainda alguns fatores que podem proporcionar um cenário de mudança para o turismo brasileiro, como o aumento do poder aquisitivo da população brasileira, com a chegada de aproximadamente 40 milhões de pessoas à classe média, considerando o período de janeiro de 2003 a maio deste ano; o aumento no volume de viagens domésticas e internacionais; e a mudança no modal de transporte turístico, de rodoviário para aéreo.
“Nossa intenção, ao promover internacionalmente o turismo brasileiro, é ampliar o conhecimento do País como destino turístico em toda a sua diversidade, utilizando o período pré-Copa”, disse Flávio Dino. Segundo ele, outro objetivo da Embratur é despertar o interesse de visitar o Brasil, e não apenas durante a Copa do Mundo, mostrando os atrativos para negócios, lazer, família, esportes, aventura e natureza. “Um evento esportivo do porte de uma Copa do Mundo é como uma grande vitrine do país no exterior e corresponde a um salto de décadas no desenvolvimento do turismo e da infraestrutura”, complementou.