Conselho de Turismo analisa receptivo internacional e qualificação do trade

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O Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) promoveu, em 27 de outubro, na sede administrativa da entidade, no Rio de Janeiro, mais uma reunião de trabalho sobre o macrotema Infraestrutura Turística e Macroeventos.


Na ocasião, o ex-presidente da Brazilian Incoming Travel Organization (BITO), Roberto Dultra, e a assessora de Turismo do Departamento Nacional do Senac, Nely Wyse, falaram sobre receptivo internacional e qualificação profissional no trade, respectivamente.


Nely Wyse explicou aos conselheiros e convidados o programa d

O Conselho de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) promoveu, em 27 de outubro, na sede administrativa da entidade, no Rio de Janeiro, mais uma reunião de trabalho sobre o macrotema Infraestrutura Turística e Macroeventos.


Na ocasião, o ex-presidente da Brazilian Incoming Travel Organization (BITO), Roberto Dultra, e a assessora de Turismo do Departamento Nacional do Senac, Nely Wyse, falaram sobre receptivo internacional e qualificação profissional no trade, respectivamente.


Nely Wyse explicou aos conselheiros e convidados o programa de qualificação profissional do Senac elaborado para a Copa do Mundo de 2014. A especialista apontou os gargalos que impedem o desenvolvimento da qualificação profissional. Segundo ela, o Brasil está em 88º lugar entre 128 países analisados pela Unesco em educação no mundo. “Em ensino médio as análises são desastrosas”, disse. 


A especialista explicou que os alunos da educação profissional, em linhas gerais, têm dificuldades estruturais de português e de matemática. “Essa situação se deve à alta desistência entre a 1ª e a 4ª séries do ensino básico”.  Outro gargalo apontado por Nely Wyse é a rápida obsolescência das técnicas de trabalho, o que reflete diretamente no ensino profissional.


Sobre o programa do Senac para a Copa do Mundo, Nely explicou que o objetivo é atender a jovens que saíram da escola e sem experiência profissional e aqueles que já estão no mercado de trabalho. “Para atender aos megaeventos, os cursos de educação profissional devem ser ampliados e fortalecidos segundo a demanda gerada pelo fluxo de turistas estrangeiros e nacionais”, complementou.         


Receptivo internacional 


Roberto Dultra destacou que o Conselho de Turismo da CNC foi o primeiro órgão ligado ao setor a convidar um representante da BITO para falar de turismo receptivo em grandes eventos. “Nenhum outro órgão, mesmo os estaduais ou municipais, nos chamou para analisar o assunto, sobre o qual podemos colaborar”.


Dultra destacou vários gargalos do segmento, entre eles o da qualidade da propaganda institucional dos destinos. Para ele, a Embratur deveria ter mais verba e autonomia para poder contratar agências de publicidade nos países para os quais o Brasil pretende vender seus destinos. “A produção de propaganda brasileira nos outros países deve ser feita localmente, mas a Embratur é impedida de contratar agências internacionais, ou mesmo de ter escritórios no exterior”, apontou. “Pretendemos entender que mercados queremos atrair”, disse.     

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