O acordo criado durante a 15ª Conferência das Partes (COP 15), realizada em dezembro de 2009 pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Copenhague, na Dinamarca (Dinamarca), deve ser trabalhado ao longo deste ano para que, na próxima reunião do grupo, que vai acontecer em Cancun, no Caribe, o documento represente o consenso entre os países participantes.
Este é o grande desafio apresentado pelo embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, dur
O acordo criado durante a 15ª Conferência das Partes (COP 15), realizada em dezembro de 2009 pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Copenhague, na Dinamarca (Dinamarca), deve ser trabalhado ao longo deste ano para que, na próxima reunião do grupo, que vai acontecer em Cancun, no Caribe, o documento represente o consenso entre os países participantes.
Este é o grande desafio apresentado pelo embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, durante reunião da Comissão de Desenvolvimento Sustentável e Energia da Câmara de Comércio Internacional (CCI), que aconteceu dia 26 de fevereiro, na sede da CNC no Rio de Janeiro.
Machado afirmou que houve um problema de ordem técnica na confecção do acordo. “Os chefes de governo que participaram do evento não encontraram um trabalho técnico maduro o suficiente”, afirmou. O embaixador explicou que, devido a isso, um grupo de chefes de estado se debruçou sobre os consensos possíveis, trabalho que resultou no acordo, que ao final não foi aprovado pela Conferência das Partes, sem qualquer status quanto à questão do clima. “É uma peça política”, analisou.
Atualmente, ainda segundo Luiz Machado, a expectativa de muitos países é de que o acordo tenha vida curta, para ser substituído por um documento de cunho universal, que capture os entendimentos gerais tratados e não legitimados em Copenhague. “O desafio este ano é atrair para a reunião de Cancun, em dezembro, tantos as conquistas do acordo da COP 15 quanto àqueles que ficaram desconfortáveis com os procedimentos em Copenhague”, anunciou.
A reunião da CCI ainda contou com a participação de Roberto Messias Franco, presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), do Ministério do Meio Ambiente, que apresentou um painel sobre o sistema de licenciamento ambiental brasileiro; de Ives Pereira Müller, da Consultoria Deloitte, e de Nadia Cristina d’Avila Ferreira, secretária de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, que falaram sobre as políticas ambientais do Estado do Amazonas e as iniciativas de preparação para a Copa do Mundo.
Sobre a CCI
A Câmara de Comércio Internacional (CCI) é uma organização mundial de negócios, órgão representativo do empresariado, cuja missão é promover o comércio e os investimentos através de fronteiras e auxiliar as empresas a enfrentar os desafios e oportunidades da globalização.