Compra com cartão cresce 25% no 1º trimestre

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O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-6


Os brasileiros gastaram no primeiro trimestre deste ano R$ 85,3 bilhões com compras feitas por meio de cartões de crédito, débito e de lojas, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). A cifra é 25% maior comparada ao faturamento do mesmo período do ano passado e superou a taxa de crescimento registrada no ano inteiro de 2007, que havia sido de 22%, com vendas de R$ 312,6 bilhões.

O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-6


Os brasileiros gastaram no primeiro trimestre deste ano R$ 85,3 bilhões com compras feitas por meio de cartões de crédito, débito e de lojas, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). A cifra é 25% maior comparada ao faturamento do mesmo período do ano passado e superou a taxa de crescimento registrada no ano inteiro de 2007, que havia sido de 22%, com vendas de R$ 312,6 bilhões. Os cartões de crédito responderam por quase 60% das vendas totais do setor.


“Esse desempenho é extraordinário, é um destaque mundial”, afirma o diretor da entidade, Marcelo Noronha. Diante do resultado, o maior dos últimos anos para o período, ele acredita que a projeção de fechar 2008 com crescimento de 20% nas vendas com cartões deverá ser superada.


Segundo Noronha, mais da metade do aumento das vendas por meio de cartões se deve à migração de outras formas de pagamento para o dinheiro de plástico. No ano passado, os cartões responderam por 20% dos meios de pagamento existentes na economia, superando os cheques (8%) e ficando atrás só do dinheiro (60%).


O outro fator que impulsionou os cartões é o próprio aquecimento da economia, com a recuperação do emprego e da renda, especialmente das camadas mais pobres. “Uma boa parte do crescimento se deve à entrada de novos usuários de cartões da classe C”, diz o diretor.


Nem mesmo a perspectiva de o Banco Central (BC) elevar a taxa básica de juros na próxima semana para esfriar o consumo e apaziguar a inflação afeta os prognósticos favoráveis do setor. “Se o BC subir os juros não atrapalhará nossas expectativas favoráveis. O que afeta o mercado de consumo e os cartões é a perda de renda da população”, afirma o presidente da Abecs, Felix Cardamone.


É exatamente esse ganho de renda que deu um empurrão no endividamento do consumidor nos cartões de crédito. Em fevereiro, os brasileiros deviam no cartão de crédito R$ 50,7 bilhões, 41,2% a mais que no mesmo mês do ano passado. A maior parte dessa dívida (63%) se referia ao crédito parcelado sem juros e o restante (37%) ao crédito rotativo e aos financiamentos com juros prefixados.


Apesar do avanço do crédito, até fevereiro não houve sinais de aumento da inadimplência. A taxa de calote do cartão estava em 8,9% dos créditos a receber em fevereiro último. No mesmo mês do ano passado, a inadimplência era de 9,5%. “A inadimplência está sob controle”, diz Noronha, que ainda não tem os dados de março.


 


 

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