A abertura de comissões para acompanhar o desenrolar da crise não é exclusiva do Congresso brasileiro. A Hungria, que enfrenta uma conjuntura econômica severa, criou uma comissão parecida com as brasileiras. A Assembleia Nacional da França instalou um grupo de trabalho para discutir a crise e um plano de salvação para o sistema financeiro francês, um dos mais atingidos na Europa.
Na Bélgica, deputados e senadores formaram em janeiro uma comissão mista especial para analisar a crise.
A abertura de comissões para acompanhar o desenrolar da crise não é exclusiva do Congresso brasileiro. A Hungria, que enfrenta uma conjuntura econômica severa, criou uma comissão parecida com as brasileiras. A Assembleia Nacional da França instalou um grupo de trabalho para discutir a crise e um plano de salvação para o sistema financeiro francês, um dos mais atingidos na Europa.
Na Bélgica, deputados e senadores formaram em janeiro uma comissão mista especial para analisar a crise. O Senado espanhol montou um grupo de estudo, no âmbito da Comissão de Economia e Fazenda, para propor medidas que reativem a economia. A crise levou a Espanha a bater o recorde de desemprego entre os países da União Européia (quase 14% em fevereiro).
Em Portugal, a Assembleia da República (equivalente ao nosso Congresso) instalou em dezembro passado uma CPI para investigar o processo que levou à estatização do Banco Português de Negócios (BPN). A CPI deverá propor mudanças nas regras de supervisão bancária.
E o Parlamento Europeu ouvirá na próxima semana o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown. Ele deverá falar sobre o encontro do G-20, no final de semana em Londres (dias 14 e 15), que debateu a crise mundial. O G-20 é um fórum de debates sobre a estabilidade econômica global que reúne países industrializados e emergentes.
Iniciativa
Coube ao Congresso dos Estados Unidos, onde está o epicentro do abalo financeiro mundial, a primeira iniciativa para participar da agenda da crise. Em outubro de 2008, os deputados só aprovaram um socorro bilionário aos bancos, do então presidente George Bush, depois de incluírem um dispositivo criando uma comissão mista para propor mudanças na regulação do mercado financeiro.
A lei aprovada, conhecida como Eesa, do inglês Emergency Economic Stabilization Act (Ato Emergencial de Estabilização Econômica), liberou 700 bilhões de dólares para ajudar bancos e seguradoras insolventes.
Agência Câmara, 19 de março de 2009.