Comércio entre Brasil e China pode crescer até 50% em 2011

Compartilhe:

O presidente da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento econômico, Tang Wei, fez uma estimativa do comércio entre os dois países durante reunião com empresários brasileiros no Rio de Janeiro, no dia 17 de junho. Segundo ele, o comércio entre o Brasil e a China deverá apresentar um crescimento de 30% a 40% este ano, podendo chegar a 50%.

O presidente da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento econômico, Tang Wei, fez uma estimativa do comércio entre os dois países durante reunião com empresários brasileiros no Rio de Janeiro, no dia 17 de junho. Segundo ele, o comércio entre o Brasil e a China deverá apresentar um crescimento de 30% a 40% este ano, podendo chegar a 50%.

“De 1990 a 2000, o comércio bilateral médio estava em US$ 1,5 bilhão por ano. De 2002 para cá, vem aumentando muito. Em 2009, foram US$ 40 bilhões. No ano passado, atingimos US$ 62 bilhões. Este ano, devemos ter um crescimento mínimo de 30% a 40%, pois esse é o ritmo dos últimos anos. Mas não será surpresa se esse aumento chegar a 50%, como no ano passado”, afirmou Wei, citando números do governo chinês.

Dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil afirmam que a corrente de comércio Brasil-China fechou 2010 em US$ 56,3 bilhões, um crescimento de US$ 20 bilhões sobre o resultado alcançado em 2009. Em 2010, o superávit do Brasil ficou em US$ 5,1 bilhões, sendo que cerca de 68% das exportações brasileiras foram concentradas em minério de ferro e soja. Já os chineses exportam para o Brasil principalmente produtos de alta tecnologia, sendo 30% eletroeletrônicos, especialmente componentes de informática e telefonia.

Wei considerou como “estratégica” a relação entre os dois países, devendo ser vista em uma perspectiva histórica e geopolítica. “Isto reflete o aumento do volume de comércio entre os dois países. Porque, quanto mais negócios se fazem, mais problemas vão surgindo. Mas em nada impede o alto ritmo do crescimento comercial”, afirmou Wei que concluiu dizendo que disputas comerciais pontuais e eventuais desentendimentos são normais em uma parceria intensa.

Leia mais

Rolar para cima