CNC revisa para 6,7% alta nas vendas em 2011

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A alta de 1,3% nas vendas do comércio em novembro do ano passado, registrada pelo IBGE na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), reforça uma recuperação do consumo doméstico no quarto trimestre do ano, após um recuo nos três meses anteriores. A análise é da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A alta de 1,3% nas vendas do comércio em novembro do ano passado, registrada pelo IBGE na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), reforça uma recuperação do consumo doméstico no quarto trimestre do ano, após um recuo nos três meses anteriores. A análise é da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

“Mesmo com o leve reaquecimento das vendas nos últimos meses do ano, o comércio apresentou em 2011 um crescimento inferior ao do ano passado. Projetamos que as vendas tenham atingido alta de 6,7% em 2011”, diz Bruno Fernandes, economista da Confederação. A projeção anterior era de 6,5%.

Das dez atividades pesquisadas pelo IBGE, nove apresentaram recuperação em novembro. Com exceção a Tecidos, Vestuário e Calçados (-0,5%), todos os outros grupos que compõem o índice registraram variação positiva. O resultado, segundo a CNC, pode ser explicado por uma base de comparação mais baixa; pela menor aceleração da inflação no período, o qual favoreceu principalmente o reaquecimento das vendas de bens não duráveis, como os do setor de hiper e supermercados; e o ritmo expressivo das concessões de crédito à pessoa física, aliado à deflação de eletrodomésticos e informática, que alimentou ainda mais o consumo de bens duráveis no período.

Natal

Os indicadores antecedentes apontaram um ritmo mais moderado das vendas reais do comércio varejista no Natal, na comparação com o mesmo período do ano anterior. “Esperamos que o último mês do ano passado tenha apresentado um crescimento inferior a dezembro de 2010. No entanto, esse ritmo tende novamente a ganhar força a partir do segundo trimestre de 2012, onde os efeitos da queda dos juros e da retirada das medidas de restrição ao crédito devem impactar positivamente sobre o consumo das famílias”, explica Bruno Fernandes.

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