Os dados da Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do IBGE, divulgados em 22 de setembro, mostram que, embora os indicadores de emprego e renda continuem registrando trajetória de expansão, há uma clara desaceleração nesta tendência, com taxas de crescimento um pouco mais modestas. A avaliação é da Divisão Econômica da CNC.
Os dados da Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do IBGE, divulgados em 22 de setembro, mostram que, embora os indicadores de emprego e renda continuem registrando trajetória de expansão, há uma clara desaceleração nesta tendência, com taxas de crescimento um pouco mais modestas. A avaliação é da Divisão Econômica da CNC.
A taxa de desocupação medida pela pesquisa do IBGE para as regiões metropolitanas do Brasil ficou estável, entre julho e agosto, no patamar de 6,0%. Em agosto de 2010, a PME havia registrado uma taxa de desemprego de 6,7%. Na comparação entre 2011 e o ano anterior, registra um crescimento da população ocupada (+2,2%) significativamente acima do crescimento da população economicamente Ativa (+1,4%), o que determina uma tendência de queda na taxa de desocupação.
“Além de uma forte base de comparação, a evolução desses indicadores está condicionada também ao processo atual de desaceleração da atividade econômica”, afirma Marianne Hanson, da Divisão Econômica da entidade. A CNC projeta, para 2011, uma taxa de desemprego média de 5,9%, ante 6,7% em 2010, e um crescimento de 2,4% da população ocupada, na comparação com os 2,9% registrado em 2010. Além disso, a entidade projeta crescimento da renda real dos trabalhadores de 4,1%, ante 5,9% registrados em 2010.
O resultado da PME decorreu de um crescimento da população ocupada praticamente na mesma proporção da expansão da população economicamente ativa (respectivamente, +0,7 e +0,6%). Na série livre de influências sazonais, estima-se que a taxa de desocupação também tenha permanecido estável, em 5,8%.