Os números divulgados hoje (15) pela Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) levaram a Confederação Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo (CNC) a revisar a sua projeção de crescimento para o varejo em 2009,
de 5,1% para 5,3%. “Os resultados da pesquisa são muito bons, mas o melhor foi o que chamamos de difusão: todos os setores pesquisados registraram altas nas vendas, o que não acontecia desde janeiro de 2008”, afirma Fábio Bentes, economista da CNC.
Os números divulgados hoje (15) pela Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) levaram a Confederação Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo (CNC) a revisar a sua projeção de crescimento para o varejo em 2009,
de 5,1% para 5,3%. “Os resultados da pesquisa são muito bons, mas o melhor foi o que chamamos de difusão: todos os setores pesquisados registraram altas nas vendas, o que não acontecia desde janeiro de 2008”, afirma Fábio Bentes, economista da CNC. A nova estimativa da entidade considera fatores como a valorização do real ante o dólar e as medidas adotadas pelo governo para destravar o crédito e recuperar o nível de atividade econômica, como a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para diversos produtos – carros, geladeiras, materiais de construção e, mais recentemente, móveis. O economista explica
que as previsões são baseadas em três variáveis: massa de rendimentos (mercado de
trabalho), crédito ao consumidor e inflação (preços no varejo).
As vendas do varejo brasileiro subiram 8,4% em relação ao mesmo mês de 2008. “Foi a
melhor taxa desde o início da crise financeira para um setor que, desde março deste ano,
voltou aos níveis pré-crise. Mas existe um fator estatístico, já que em outubro do ano
passado o comércio já havia sido parcialmente atingido pela crise. Houve um crescimento,
mas com uma base já afetada”, explica, para contextualizar os números da pesquisa.
Na comparação com o mês passado, a alta de vendas do setor foi de 1,4% e, no acumulado do ano, o volume de vendas aumentou 5,1%. Em 12 meses, a alta foi de 5%.“Em outubro deste ano houve uma recuperação forte do rendimento real do trabalhador, em comparação a outubro de 2008. O crescimento da massa de recursos, já descontada a inflação, favoreceu o consumo, aumentando o poder de compra das pessoas”, complementa Bentes.
Outro fator importante para os resultados de outubro, segundo Bentes, é o efeito preço. “O
que puxou o crescimento nas bases de comparação do IBGE? Se observarmos a análise de preço de segmentos como o de livros, jornais, revistas e papelaria, que teve alta 13,3%,o de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceu 12,2%, e o de artigos farmacêuticos, medicamentos, artigos de ortopedia e de perfumaria, com incremento de 11,3%, vamos ver que o preço foi essencial para que estes segmentos puxassem os resultados gerais da pesquisa”, analisa o economista. “Nestes três ramos do varejo, houve deflação em relação a setembro e crescimento abaixo da média do varejo quando comparados a outubro de 2008”, conclui Fábio Bentes.