O comércio varejista brasileiro deve registrar um crescimento de 7% em 2012. A expectativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e tem como base o resultado da Pesquisa Mensal do Comércio de abril, divulgada pelo IBGE em 14 de junho.
O comércio varejista brasileiro deve registrar um crescimento de 7% em 2012. A expectativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e tem como base o resultado da Pesquisa Mensal do Comércio de abril, divulgada pelo IBGE em 14 de junho.
“As maiores facilidades e o menor custo de aquisição de crédito, além da manutenção do otimismo das famílias derivada principalmente da segurança em relação ao emprego e aos ganhos reais tendem a manter as vendas do Comércio Varejista no campo positivo. Mesmo em um ritmo abaixo que o esperado inicialmente, acreditamos que os próximos meses ainda apresentem uma leve recuperação da demanda doméstica, refletindo ainda mais os efeitos dos estímulos fiscais e monetários dados a partir do ano passado”, afirma o economista Bruno Fernandes.
Segundo a PMC, o volume das vendas no varejo registraram uma alta de 0,8% em abril, ante março, e de 6% na comparação com igual período de 2001. Em receita nominal, a expansão foi de 0,6% no mês. No ano, o varejo acumula avançao de 9,2% em volume e 12,2% em receita nominal.
Em abril, oito das dez atividades pesquisadas tiveram crescimento no volume das vendas, na comparação com março. De acordo com o IBGE, o segmento de móveis e eletrodomésticos teve o maior impacto na formação da taxa de abril, refletindo a redução das alíquitas do Imposto sobre Produtos Industrializados para a chamada ‘linha branca’.
Entre as atividades com as maiores expansão no mês estão as de Combustíveis e lubrificantes (2,5%); material de construção (1,8%); móveis e eletrodomésticos (1,5%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,3%); tecidos, vestuário e calçados (1,1%). Os destaques negativos foram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,8%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-2,9%).