CNC avalia a PMC: comércio pode crescer 7,4% este ano

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O crescimento de 1,2% do comércio varejista brasileiro em março, registrado pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, mostra que o setor avança nos resultados tendo com base a conjuntura favorável do mercado de trabalho e a expansão da massa real de rendimentos, que apresentou elevação de 6,7% sobre março de 2010.

O crescimento de 1,2% do comércio varejista brasileiro em março, registrado pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, mostra que o setor avança nos resultados tendo com base a conjuntura favorável do mercado de trabalho e a expansão da massa real de rendimentos, que apresentou elevação de 6,7% sobre março de 2010.

A análise é da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade estima que, este ano, o volume de vendas do varejo registre expansão de 7,4%, puxado por móveis e eletrodomésticos (+17,0%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+13,3%). Em abril a expectativa é de que o volume de vendas do varejo cresça 0,9%.

Acesse a análise completa da Divisão Econômica na Central de Conhecimento do site da CNC.

Regionalmente, Tocantins (+33,4%), Paraíba (+19,7%) e Acre (+18,2%) são os Estados aqueles que mais têm apresentado avanços nas vendas este ano. Fábio Bentes, economista da CNC, destaca que, mesmo com as chamadas medidas macroprudenciais do governo, o aumento de 19,5% na concessão de crédito ao consumidor, segundo dados do Banco Central, evidencia a maior demanda por empréstimos e financiamentos. “Embora as taxas de juros venham apresentando claros sinais de elevação, o prazo médio de quitação dos recursos ainda tem crescido em ritmo capaz de acomodar as prestações pagas pelo consumidor”, afirma o economista.

De acordo com a PMC, o crescimento em março de 1,2% na comparação a fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, foi puxado pelos ramos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+3,5%) e de móveis e eletrodomésticos (+1,6%). O varejo ampliado, que apropria os resultados do comércio automotivo (+3,8%) e matérias de construção (+2,7%) acusou variação de +1,7% na mesma base comparativa.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, alta de 4,1%, sendo os ramos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+18,2%) e móveis e eletrodomésticos (+11,1%) aqueles que registraram os maiores avanços no período. No acumulado de 2011, o varejo registra crescimento de 6,9% e as atividades que mais têm contribuído para este resultado são: móveis e eletrodomésticos (+16,8%) e combustíveis e lubrificantes (+5,7%). Em contrapartida o ramo de hiper e supermercados, com variação de +2,7% tem impedido um crescimento ainda maior das vendas.

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