Chinaglia defende desenvolvimento do setor portuário

Compartilhe:

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, disse nesta terça-feira (24) que os portos brasileiros melhoraram sua infra-estrutura e sua gestão nos últimos anos, mas de forma ainda insuficiente para elevar a participação do País no comércio internacional.


Chinaglia, que participou da abertura do seminário “Ciência e Tecnologia nos Portos Brasileiros”, disse esperar que o encontro levante subsídios para a discussão sobre o assunto e contribua para que a Casa aprove em breve propostas para o desenvolvimento do setor portuário.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, disse nesta terça-feira (24) que os portos brasileiros melhoraram sua infra-estrutura e sua gestão nos últimos anos, mas de forma ainda insuficiente para elevar a participação do País no comércio internacional.


Chinaglia, que participou da abertura do seminário “Ciência e Tecnologia nos Portos Brasileiros”, disse esperar que o encontro levante subsídios para a discussão sobre o assunto e contribua para que a Casa aprove em breve propostas para o desenvolvimento do setor portuário. As exportações brasileiras, destacou, ainda se ressentem do alto custo das operações portuárias, bem mais caras, por exemplo, que as dos portos asiáticos.


A deputada Iriny Lopes (PT-ES), que solicitou o seminário, ressaltou a importância da atualização tecnológica dos portos, principalmente em razão do bom momento da economia brasileira. “Nós constatamos aqui que 95% do comércio exterior brasileiro é feita através de portos. Os portos brasileiros estão atrasadíssimos em relação aos portos mundiais”, afirmou a deputada.


No seminário, o secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antonio Rodrigues Elias, enfatizou a importância de uma maior aproximação entre a administração portuária e as universidades, a fim de que o conhecimento tecnológico possa contribuir com o avanço produtivo do setor.


O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Reginaldo Arcuri, afirmou no encontro que as prioridades de investimento no setor portuário têm sido discutidas pelo governo e representantes do setor privado para que sejam definidas metas específicas. Ele lembrou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê investimentos de R$ 2,6 bilhões nos portos brasileiros até 2010. Arcuri participou de seminário sobre ciência e tecnologia nos portos brasileiros, promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.


Arcuri lembrou também que a nova política industrial do governo pretende elevar as exportações brasileiras de 1% para 1,25% do total mundial até 2010 e os portos são a principal canal de escoamento da produção nacional destinada ao mercado externo.


Crescimento da demanda

O presidente do Conselho da Associação Brasileira de Entidades Portuárias e Hidroviárias, Jorge Luiz de Mello, explicou que o país já adota medidas para se adaptar ao aumento da demanda por transporte de cargas em contêineres. “A Secretaria Especial de Portos, por exemplo, criou um plano nacional de dragagem. Esse plano, além de mudar a relação de contratação, também definiu os portos que vão sofrer intervenções para se adequarem ao momento mercadológico que está na nossa frente”, disse.


Segundo Jorge de Mello, o País, atualmente, opera com navios pequenos e as operações estão concentradas no eixo Sul-Norte. Os navios maiores operam no eixo Leste-Oeste.


Trabalhadores

O diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Transporte Aquaviário, Mário Teixeira, criticou o não aproveitamento do pessoal que já trabalha nos portos hoje no treinamento de novas tecnologias. Segundo ele, há uma tentativa de excluir este pessoal, que está reunido em sindicatos fortes e rejeita salários menores.


O seminário foi promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

Leia mais

Rolar para cima