Centrais começam a coletar assinaturas

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Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3


As principais centrais sindicais brasileiras se uniram na manhã de ontem no centro da capital paulista para iniciar um movimento de coleta de assinaturas para redução da jornada de trabalho, das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem diminuição de salários.

Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3


As principais centrais sindicais brasileiras se uniram na manhã de ontem no centro da capital paulista para iniciar um movimento de coleta de assinaturas para redução da jornada de trabalho, das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem diminuição de salários. Cientes da resistência que a proposta tem no Congresso, por conta da influência do meio empresarial, os sindicalistas pretendem defender também, paralelamente, a aprovação de uma reforma tributária que diminua o peso dos impostos que incidem sobre a folha de pagamento.


“Algumas atividades serão trabalhadas de forma correlata à idéia de redução da jornada de trabalho. Somos favoráveis à desoneração da folha de pagamento”, disse o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah. “Defendemos uma reforma tributária que diminua o peso dos impostos sobre as empresas. A desculpa de que é impossível diminuir a jornada de trabalho sem reduzir os salários não será aceita”, declarou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, conhecido como Juruna.


“Foi a mesma conversa que ouvimos há 20 anos, na Constituição de 1988, quando diminuímos a jornada de 48 horas semanais para 44 horas semanais”, acrescentou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique.


A previsão dos dirigentes sindicais é que só na manhã de ontem, cerca de 100 mil trabalhadores paralisaram suas atividades por duas horas, em 31 municípios do Estado de São Paulo, na capital e no interior, em apoio à mobilização.


 

 


 


 


 

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