Cartão de débito já supera crédito

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Os cartões estão sendo cada vez mais usados para os pagamentos de pequenos valores nas compras do dia-a-dia. Prova disso é que as transações com o cartão de débito praticamente se igualaram às do tradicional cartão de crédito em março, segundo levantamento da bandeira Visa, que domina mais de 50% deste mercado. Mantido o ritmo de crescimento maior do débito, as projeções apontam que este plástico já pode ter ultrapassado o crédito em número de operações, pelo menos na Visa. Os números do primeiro semestre ainda não foram divulgados.

Os cartões estão sendo cada vez mais usados para os pagamentos de pequenos valores nas compras do dia-a-dia. Prova disso é que as transações com o cartão de débito praticamente se igualaram às do tradicional cartão de crédito em março, segundo levantamento da bandeira Visa, que domina mais de 50% deste mercado. Mantido o ritmo de crescimento maior do débito, as projeções apontam que este plástico já pode ter ultrapassado o crédito em número de operações, pelo menos na Visa. Os números do primeiro semestre ainda não foram divulgados.


Nos 12 meses encerrados em março, foi um bilhão de transações com o débito, uma expansão 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o cartão de crédito registrou 1,1 bilhão de transações, com aumento de 17%.


No Brasil são feitas hoje, em média, seis transações mensais com o débito por pessoa. O número é bem maior do que no passado, quando não passavam de duas transações mensais. Mas ainda está longe dos Estados Unidos, com 13. Pesquisa da MasterCard feita em 2006 mostra que 41% das pessoas entrevistadas afirmaram ter utilizado mais seu cartão de débito nos últimos 12 meses do que no ano anterior.


“Os cartões de débito já têm uso mais corriqueiro, mas ainda há espaço para crescer mais”, afirma Eduardo Chedid, vice-presidente de marketing da Visa do Brasil. A própria bandeira tem estimulado seu uso por meio de uma campanha publicitária. Ela nasceu após uma pesquisa, que detectou que as pessoas não sabiam o que era um cartão de débito e outras achavam que o pagamento com o plástico tinha custos extras.


A pesquisa descobriu que as pessoas da baixa renda tinham a percepção que o uso do débito era menos seguro do que o cheque. A razão é que seria mais fácil sustar o cheque, em caso de perdas, do que cancelar o cartão.


Na avaliação de Fernando Chacon, diretor de marketing de cartões do Itaú, o débito funciona como uma porta de entrada para as pessoas no mundo dos meios eletrônicos de pagamento. Por isso, muitas vezes são usados para compras de baixíssimo valor, por isso o crescimento acelerado das transações. O levantamento da MasterCard mostra que as classes C e D possuem 22% dos cartões de débito do mercado.


Para Chacon, o cartão de débito compete mais com o cheque do que com o cartão de crédito. “São produtos complementares.” O Itaú resolveu agora oferecer a toda a sua base o cartão múltiplo (crédito e débito). Antes, apenas a alta renda tinha o produto. Chedid, da Visa, acrescenta que a expansão da rede de estabelecimentos contribuiu para o aumento das transações. Na semana passada, a VisaNet, empresa que credencia as lojas para a Visa, credenciou o estabelecimento número um milhão.


 

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