Cartão de débito avança 25,1% e deve assumir liderança do mercado

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Valor Econômico  Editoria: Finanças  Página: C-4


O cheque perdeu para os cartões de crédito a liderança entre os meios de pagamentos mais usados no Brasil, mostram dados divulgados ontem pelo Banco Central. O número de pagamentos feitos com cheques caiu 12% em 2006, para 1,622 bilhão de operações, enquanto as transações com cartão de crédito cresceram 16%, para 1,737 bilhão. 


Mas o reinado do cartão de crédito tende a ser curto. As transações com cartões de débito avançam rapidamente.

Valor Econômico  Editoria: Finanças  Página: C-4


O cheque perdeu para os cartões de crédito a liderança entre os meios de pagamentos mais usados no Brasil, mostram dados divulgados ontem pelo Banco Central. O número de pagamentos feitos com cheques caiu 12% em 2006, para 1,622 bilhão de operações, enquanto as transações com cartão de crédito cresceram 16%, para 1,737 bilhão. 


Mas o reinado do cartão de crédito tende a ser curto. As transações com cartões de débito avançam rapidamente. Em 2006, o uso desse instrumento de pagamento cresceu 25,3%, para 1,430 bilhão de transações. 


Os bancos vem fazendo um grande esforço para aumentar a sua base de cartões de crédito emitidos, convencendo os seus clientes a terem um segundo cartão e fechando convênios com varejistas para a emissão de cartões. As estratégias estão dando resultado, mostram os números do BC. O mercado foi inundado com 18 milhões de novos cartões de crédito em 2006. O número de cartões emitidos subiu 26%, para 85 milhões. 


Os clientes carregam cada vez mais cartões de crédito no bolso, mas fazem uso menos freqüente de cada um deles. O número médio de transações por cartão de crédito caiu de 22 para 20 em 2006. Três anos antes, em 2003, eram 25 transações por cartão de crédito. Em parte, o número médio de transações caiu porque os cartões de crédito chegaram ao público de menor renda. 


A emissão de cartões de débito emitidos cresce a taxas mais modestas, porém eles conseguem manter uma taxa de uso relativamente mais alta. Em 2006, o número de cartões de débito emitidos cresceu 6%, e chegou a 174 milhões. Mas, em média, cada um desses cartões realizou 25 transações em 2006, mantendo a média ocorrida em 2005. 


“A tendência é que o cartão de débito assuma a liderança”, afirma o gerente de cartões de crédito do Banco do Brasil, Alexandre Abreu. “Na Europa, o cartão de débito é líder.” Segundo ele, no Brasil, o crescimento se deve a um esforço feito pelos bancos para estimular o uso desse meio de pagamento. Até pouco tempo atrás, o débito era usado principalmente para pagamentos de pequeno valor; agora, nota-se cada vez mais o uso para pagamentos de grande valor. 


Embora os cheques tenham perdido a liderança entre os meios de pagamentos pelo critério número de transações, continuam à frente no volume financeiro. Em 2006, os pagamentos feitos por cheques movimentaram R$ 1,011 trilhão, superando de longe tanto os pagamentos com cartão de crédito (R$ 142 bilhões) quanto de débito (R$ 67 bilhões). A cobrança de tarifas desestimulou o uso de cheques nas operações de pequeno valor. Mas o cheque ainda é o instrumento preferido para transações maiores, como compra de carros e pagamentos de aluguel. 


Os dados do BC mostram que o uso dos terminais POS (máquinas instaladas no comércio para capturar transações com cartões de crédito e de débito) começou crescer com maior força no Nordeste. A participação dos Estados da região no número de terminais POS em operação no país saltou de 15% para 19% em 2006. Alagoas, por exemplo, quase dobrou o número de terminais, chegando a 19 mil. 


O BC divulga estatísticas anualmente sobre o uso de cheques e de cartões dentro de seu projeto para o aperfeiçoamento dos meios de pagamento de varejo no Brasil. O objetivo do BC é aumentar a eficiência dos meios eletrônicos de pagamento e reduzir o recurso aos pagamentos por papel, que em alguns casos chega a custar três vezes mais do que os meios eletrônicos. 


O BC vem estimulando os bancos a compartilharem suas redes de caixas eletrônicos – ou seja, permitir que clientes de um banco façam saques nos terminais de outro e vice-versa. A proporção de terminais compartilhados aumentou de 34% para 40% em 2006. Mas apenas 10% das transações foram em terminais compartilhados. Os clientes usam pouco os terminais compartilhados porque os bancos cobram tarifas elevadas por isso. 


 


 


 

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