Além e ser uma das maiores festas populares do mundo, o Carnaval brasileiro também se mostra uma fonte de oportunidades para o comércio de bens, serviços e turismo, conforme apontam duas federações do comércio.
Além e ser uma das maiores festas populares do mundo, o Carnaval brasileiro também se mostra uma fonte de oportunidades para o comércio de bens, serviços e turismo, conforme apontam duas federações do comércio.
A pesquisa de turismo Carnaval 2015 em Santa Catarina, realizada pela Fecomércio-SC, identificou o perfil dos turistas, o comportamento de gastos e o impacto econômico do feriado nas cidades de Florianópolis, Joaçaba, Laguna e São Francisco do Sul. O maior gasto médio no setor de comércio e serviços foi registrado na capital, de R$ 301,36, seguido pelos gastos de Joaçaba (R$ 127,14), São Francisco do Sul (R$ 76,93) e Laguna (R$ 61,05). Outro índice avaliado pela pesquisa foi a pretensão de retorno dos turistas, que ultrapassou 90% nas quatro cidades analisadas.
O faturamento de comércio e serviços este ano, por sua vez, não teve resultados positivos em comparação ao Carnaval de 2014. Para a Fecomércio-SC, os motivos da queda foram as fortes chuvas que afetaram algumas regiões do Estado durante o Carnaval e o momento instável da economia, com pressões inflacionárias e redução da renda familiar. Ainda assim, em relação aos meses sem datas comemorativas, o Carnaval se mantém como um período de intensa movimentação no setor terciário. Em Laguna, por exemplo, a variação do faturamento do setor hoteleiro ficou 39,6% maior, e, em Florianópolis, registrou alta de 23,6% e de 12,1% no faturamento de comércio e serviços.
Com investimento de R$ 5,5 milhões, o Carnaval de Belo Horizonte, organizado pela Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur) em parceria com empresas privadas e a comunidade, gerou cerca de 4.700 mil postos de trabalho temporários para as produtoras envolvidas na organização do evento. Foram cadastrados mais de 1 mil empreendedores individuais do comércio eventual de bebidas e alimentos industrializados para atuar nas ruas da cidade no período. Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens de Minas Gerais (Abav- MG), houve um crescimento médio de 50% na procura de serviços turísticos e um aumento de 20% na venda de serviços como passeios e traslados. No segmento de alimentação fora do lar, o crescimento médio de bares e restaurantes foi de 70% em relação ao mesmo período de 2008, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Estado (Abrasel-MG).
Para o núcleo de turismo da Fecomércio-MG, os dados obtidos neste ano demonstram que o evento de Belo Horizonte tende a crescer e a atrair cada vez mais turistas. O empresariado deve ficar atento às novas oportunidades que certamente surgirão em 2016. É importante que haja uma análise de mercado, para se preparar com antecedência e aproveitar tanto o período pré quanto o pós-feriado, para incrementar as vendas e ter o máximo de retorno com o período carnavalesco.