Os executivos da Câmara Empresarial de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estiveram na sede da entidade, no Rio de Janeiro, no dia 30 de novembro, para a última reunião do grupo em 2009.
O ex-diretor do Banco Central e atual chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, abriu o encontro proferindo uma palestra sobre as perspectivas da economia mundial para 2010 e seus reflexos sobre o Brasil. Thadeu falou sobre o forte crescimento esperado para o nosso país nos próximos dois ou três anos.
Os executivos da Câmara Empresarial de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estiveram na sede da entidade, no Rio de Janeiro, no dia 30 de novembro, para a última reunião do grupo em 2009.
O ex-diretor do Banco Central e atual chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, abriu o encontro proferindo uma palestra sobre as perspectivas da economia mundial para 2010 e seus reflexos sobre o Brasil. Thadeu falou sobre o forte crescimento esperado para o nosso país nos próximos dois ou três anos. “O Brasil terá um nível de crescimento entre 4% e 5% em 2010, o que será bem superior ao da média mundial”, afirmou. Segundo o economista, este desempenho, aliado ao fato de que as nossas taxas de remuneração são altamente atrativas, tem atraído a entrada de um grande volume de capital estrangeiro ao País – situação que deverá perdurar em 2010. “A exploração do petróleo na camada do pré-sal e a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas deverão intensificar ainda mais a entrada de dólares em nossa economia”, diz Thadeu. Se o cenário externo vai de vento em popa, o cenário vive situação semelhante. O comércio, que recuperou-se rapidamente dos reflexos negativos da crise internacional, deve registrar um crescimento de 5% a 6% em 2009, e a indústria, que sofreu seriamente com a turbulência econômica no ano passado, já está bem próxima a atingir os níveis pré-crise, e deve fechar o ano com uma queda de 7% a 8% – percentuais bem mais brandos do que os verificados no final de 2008. O economista utilizou gráficos com as diversas variáveis da economia mundial para analisar as prováveis ações e iniciativas futuras dos países desenvolvidos, especialmente os Estados Unidos.
Com base na apresentação de Carlos Thadeu, o chefe do Departamento de Planejamento da CNC, Daniel Lopez, falou sobre a importância do planejamento estratégico para a preparação do futuro das organizações e entidades. Lopez apresentou aos executivos a metodologia de construção de planejamentos estratégicos adotada pela CNC e suas federações. No início do próximo ano, o grupo se reunirá para traçar as metas para 2010.
A diretora de Educação Profissional do Departamento Nacional do Senac, Lea Viveiros de Castro, também participou do encontro, e apresentou o programa nacional de qualificação que está sendo elaborado pela entidade com foco na preparação de trabalhadores para a Copa do Mundo. O projeto não será restrito à área de turismo e hospitalidade, mas estendido também a outras áreas que serão demandadas pelo evento. “O Senac adaptará seu portfólio de cursos às necessidades específicas deste evento esportivo. Mas temos interesse em ouvir o empresariado, também ampliando a oferta de cursos, de acordo com a demanda”, afirmou.