Jornal do Commercio Editoria: Opinião Página: A-17
A economia brasileira atingiu de abril a junho o maior crescimento desde o segundo trimestre de 2004 (7,5%). O PIB apurou alta de 5,4% no segundo trimestre de 2007 em relação aigual período do ano passado. O destaque ficou por conta da oferta de produtos e serviços.
Jornal do Commercio Editoria: Opinião Página: A-17
A economia brasileira atingiu de abril a junho o maior crescimento desde o segundo trimestre de 2004 (7,5%). O PIB apurou alta de 5,4% no segundo trimestre de 2007 em relação aigual período do ano passado. O destaque ficou por conta da oferta de produtos e serviços. O resultado é ainda mais positivo se pensarmos que os avanços no investimento em produção e em máquinas e equipamentos darão o devido suporte para o crescimento do consumo das famílias – o 15º consecutivo naquela base de comparação -, que resultou na variação positiva do comércio atacadista e varejista. Crescimento esse, que é reflexo da expansão da oferta de crédito e do aumento da renda dos trabalhadores.
O cenário é positivo e a tendência é que a economia brasileira seguirá com uma inflação sob controle, mas com maiores níveis de produção e consumo. Além disso, os dados do PIB, conjugados à expectativa de uma safra agrícola recorde, segundo o próprio IBGE, tendem a indicar uma trajetória favorável para o crescimento da economia e a manutenção de um ambiente inflacionário sob controle.
Para se ter uma idéia, a economia do Rio de Janeiro receberá, em termos regionais, o maior volume de investimentos da América Latina nos próximos quatro anos: US$ 20 bilhões, sem contar os US$ 31 bilhões especificamente para a exploração de petróleo, segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. Em Angra dos Reis, o Governo Federal aprovou recentemente a construção da usina nuclear de Angra 3. Empreendimentos como a Companhia Siderúrgica do Atlântico, o Complexo do Açu e as construções do Arco Rodoviário Metropolitano e do Pólo Petroquímico de Itaguaí, entre outros, abrem novas perspectivas de crescimento para os diversos setores da economia fluminense.
Por outro lado, as taxas robustas de crescimento mundial nos últimos anos estão levando muitos países, especialmente a China, a adotarem medidas de restrição da atividade econômica. O Fundo Monetário Internacional (FMI) tende a alterar suas projeções de crescimento para a economia mundial, o que indica pressões relativamente menores sobre os preços. Ainda assim, os recentes aumentos das commodities agrícolas no cenário internacional justificam a atenção em relação à inflação.
O País está forte, mas não imune. É preciso avançar em medidas estruturais e políticas macroeconômicas favoráveis, que estabeleçam uma melhor ambiência para os negócios. O Brasil precisa gastar de forma eficiente e gerar um aumento na poupança interna para consolidar o país na rota de um crescimento forte e sustentado.