A preocupação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quanto à oferta de financiamento para obras relativas à Copa do Mundo no Brasil, em 2014, é em apoiar projetos que possam deixar um legado sustentável para o País, sobretudo em relação à infraestrutura. Para isso, a instituição criou uma série de requisitos – como também facilidades – para a concessão de linhas de crédito.
A preocupação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quanto à oferta de financiamento para obras relativas à Copa do Mundo no Brasil, em 2014, é em apoiar projetos que possam deixar um legado sustentável para o País, sobretudo em relação à infraestrutura. Para isso, a instituição criou uma série de requisitos – como também facilidades – para a concessão de linhas de crédito.
Este o foi o principal recado que o gerente do Departamento de Desenvolvimento Urbano e Regional do BNDES, Rodolfo Torres, transmitiu aos participantes do Trade Winds, evento de intercâmbio que o Consulado Americano no Rio de Janeiro promoveu, durante todo o dia 29 de abril, na sede da CNC, no centro da capital fluminense.
Torres explicou à plateia, formada em sua maioria por empresários americanos, que as linhas de financiamento criados visando a construção ou melhoria de arenas esportivas para a Copa do Mundo têm com juros e prazos especiais, dada a urgência da liberação dos desembolsos. Estão previstos aportes totais de R$ 4,8 bilhões, com possibilidade de o BNDES arcar, via concessão de empréstimos, com 75% dos investimentos.
A taxa de juros praticada tem como referência a TJLP, fixada pelo Comitê Monetário Nacional (CMN), hoje em 6% ao ano, com spread de 0,9%, também anual. “É o menor spread bancário praticado pelo banco”, disse. Em linhas gerais, o prazo para a quitação do financiamento chega a 15 anos, acrescentou Rodolfo Torres.
Preocupação ambiental e de manutenção
Alguns pré-requisitos fixados pelo BNDES para financiamentos dos estádios que serão usados na Copa do Mundo no Brasil guardam relação com a questão ambiental com a independência econômica dos empreendimentos. “Pensamos no legado para a sociedade, com a viabilidade econômica dos empreendimentos a longo prazo. Os custos da manutenção devem ter recursos garantidos”, afirmou Torres. As obras do estádio devem apresentar também uma certificação mínima de qualidade ambiental.
Estrutura hoteleira
Rodolfo Torres afirmou que existem linhas especiais para financiamento de reforma ou construção de novas unidas hoteleiras em todo o País, e não só nas cidades que sediarão os jogos da Copa. Foi reservado R$ 1 bilhão para o setor. O foco a se observado, destacou Torres, também é a sustentabilidade ambiental e econômica dos empreendimentos.
Trade Winds
O presidente da Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE), João Augusto de Souza Lima, participou da abertura do evento. A FCCE é a mais antiga associação de classe do Brasil dedicada exclusivamente às atividades de comércio exterior, e mantém sua sede no endereço da CNC, resultado de um convênio de suporte e cooperação mútua. “É a primeira vez que o Consulado americano promove um evento na CNC dessa natureza, e em momento oportuno”, afirmou Souza Lima. “Encontros como esse sevem para a troca de experiências”, complementou Danny Devito, ministro conselheiro para assuntos comerciais do Consulado Americano.