O Estado de São Paulo Editoria: Especial Página: H-2
O telefone e o computador continuam sendo as novas vedetes entre os bens adquiridos pelas famílias brasileiras. O primeiro ainda tem abrangência muito maior, enquanto o segundo se mantém como um equipamento para poucos no País. A velocidade na disseminação do serviço telefônico nos últimos anos foi impressionante: em 2001, 58,9% dos domicílios eram dotados de um aparelho desse tipo; em 2006, esse porcentual havia crescido para 75,2%.
O aumento, verificado ano a ano, tornou-se mais intenso a partir de 2004.
O Estado de São Paulo Editoria: Especial Página: H-2
O telefone e o computador continuam sendo as novas vedetes entre os bens adquiridos pelas famílias brasileiras. O primeiro ainda tem abrangência muito maior, enquanto o segundo se mantém como um equipamento para poucos no País. A velocidade na disseminação do serviço telefônico nos últimos anos foi impressionante: em 2001, 58,9% dos domicílios eram dotados de um aparelho desse tipo; em 2006, esse porcentual havia crescido para 75,2%.
O aumento, verificado ano a ano, tornou-se mais intenso a partir de 2004. No Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a parcela de lares com telefone superou 80%. No Norte e Nordeste, não chegou a 60%. A propriedade de microcomputador acentua ainda mais as diferenças regionais.
Enquanto no Sudeste 29,2% dos domicílios são dotados de computador, 23,1% deles com acesso à internet, no Nordeste a quantidade de casas com o equipamento representa apenas um terço disso (9,7%), e só 6,9% com acesso à internet.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento da oferta de telefones móveis celulares no País foi determinante para o crescimento da presença de telefones nos domicílios. De outro lado, o porcentual de domicílios com telefone fixo convencional caiu de 51,1% em 2001 para 47,4% em 2006. O porcentual de domicílios que tinham apenas telefone móvel celular em 2001 era de 7,8% e em 2006, de 27,8%. Os domicílios que somente tinham telefone fixo convencional passaram de 27,9% para 11% no período.
Saneamento
Os dados da Pnad revelam avanço geral no acesso a bens e serviços no País, mas não mostram nenhum grande salto. A questão do saneamento básico ilustra bem o ritmo lento dos benefícios.
A rede de esgoto sanitário, por exemplo, atendia em 2001 66,8% dos domicílios brasileiros. No ano passado, não passava de 71,3% – no Nordeste, ficou em 48,5% e no Centro-Oeste, em 44,4%.
O abastecimento de água também ainda não está próximo do atendimento integral à população. Em 2006, ficou em 84,2%, apenas 2,9 ponto porcentual acima do atendimento registrado cinco anos antes. Na região Norte urbana, o fornecimento de água encanada não chega a 70% (68,9%). A coordenadora de emprego e rendimento do IBGE, Márcia Quintslr, observou que são necessárias políticas públicas para reduzir a desigualdade regional que prossegue nesse tipo de serviço.
A exemplo do que já tinha ocorrido em 2005, Rondônia, Acre e Pará foram os Estados que registraram a menor cobertura de abastecimento de água potável. Em Rondônia, o atendimento ainda não conseguiu atingir 40% das casas. No outro extremo, no Distrito Federal e em São Paulo, a rede de água chega a 90% dos domicílios. Surpreendentemente, um Estado nordestino também se aproxima dessa marca: Sergipe, com 89,2%.
TV e Freezer
A presença do aparelho de televisão nos domicílios continua crescendo. Em 2006, 93,5% dos domicílios brasileiros tinham televisão, ante 89,1% em 2001. No caso desse bem de consumo, as diferenças regionais existem, mas são menores do que as apuradas nos outros bens de consumo duráveis. No Nordeste, 86,8% dos domicílios tinham TV em 2006, enquanto no Sudeste eram 96,8%.
A proporção de domicílios com geladeira e máquina de lavar cresceu, mas o racionamento de energia elétrica de 2001parece ter tirado o freezer dos sonhos de consumo das donas de casa. Foi o único dos eletrodomésticos pesquisados a registrar queda: em 2001, 18,8 % dos domicílios tinham freezer; em 2006, eram 16,4%.
No que diz respeito aos domicílios com rádio, os porcentuais permaneceram praticamente inalterados de 2001 para 2006, quando 88% dos domicílios brasileiros tinham esse produto. O menor porcentual estava no Norte (76%, sem contabilizar a área rural) e o maior no Sul (94,3%).
De 2005 para 2006, foram observados os seguintes porcentuais de domicílios com esses bens duráveis: fogão (97,5% e 97,7%); geladeira (88% e 89,2%); máquina de lavar roupa (35,8% e 37,5%) e freezer (16,7% e 16,4%). As diferenças regionais, também no caso desses bens, persistem. Enquanto no Nordeste 74,3% dos domicílios tinham geladeira em 2006, no Centro-Oeste, onde foi registrado o maior porcentual, eram 92,8%.
No caso de máquina de lavar roupa, o porcentual de domicílios com esse bem no Nordeste (11,9%) foi quase cinco vezes inferior ao do Sul (54,2%) e do Sudeste (50,1%).