Bancos estão preparados para a expansão do crédito

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Jornal do Commercio   Editoria: Economia    Página: A-2


O crédito não vai sofrer qualquer mudança ou redução do ritmo de crescimento. O recado foi dado ontem por representantes dos bancos após reunião de dirigentes das maiores instituições financeiras do Brasil com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ao deixar o encontro, o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Fábio Barbosa, afirmou que os empréstimos não terão “qualquer ruptura ou ajuste” e que o volume de operações vai continuar crescendo normalmente.

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O crédito não vai sofrer qualquer mudança ou redução do ritmo de crescimento. O recado foi dado ontem por representantes dos bancos após reunião de dirigentes das maiores instituições financeiras do Brasil com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ao deixar o encontro, o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Fábio Barbosa, afirmou que os empréstimos não terão “qualquer ruptura ou ajuste” e que o volume de operações vai continuar crescendo normalmente.


Na reunião, os presidentes do Bradesco, Márcio Cypriano; do Itaú, Roberto Setúbal; do Banco do Brasil, Antônio Lima Neto, além de Barbosa, que é dirigente da Febraban e presidente do ABN Amro Real, relataram as condições em que o crédito tem evoluído no Brasil nos últimos anos. Barbosa afirma que a avaliação do mercado de crédito feita no encontro foi positiva. A percepção, segundo ele, foi compartilhada pelo ministro da Fazenda.


Sem qualquer sinal de preocupação com a evolução do crédito, o presidente da Febraban anunciou que o mercado de crédito vai continuar em expansão e no mesmo ritmo observado recentemente. “Os bancos estão preparados para suportar a continuidade da expansão dos empréstimos, sejam eles destinados ao consumo ou ao investimento”, disse Barbosa.


Na reunião, foi analisado o relatório de crédito relativo a fevereiro divulgado no dia anterior pelo Banco Central. O documento mostra que o total de empréstimos aumentou 1,1% em fevereiro ante janeiro, para R$ 957,5 bilhões. Na visão dos bancos, os empréstimos “têm crescido de forma tranqüila” e com condições “muito sólidas”. Sobre as operações com prazos mais longos, como o financiamento de veículos em até 100 meses, Barbosa minimizou o impacto dessas operações. Para ele, esse crédito elástico “é residual”.


Elogios ao BC


O presidente da Febraban explicou que o crédito tem crescido de forma adequada porque “existe respaldo das instituições” que controlam o mercado. Ele citou como bom exemplo o trabalho do Banco Central de manter rigor na fiscalização das operações de crédito.


O tom tranqüilizador do discurso é completamente diferente do feito por Mantega no início da semana. Na segunda-feira, o ministro demonstrou preocupação com a capacidade de os bancos de fazerem frente à uma eventual expansão excessiva do crédito. O principal ponto de atenção de Mantega eram as operações com prazos longos. Ele citou como exemplo que 80 ou 90 prestações para a compra de um carro poderiam ser “excessivas”.


Sem qualquer sinal de preocupação com a evolução do crédito, o presidente da Febraban anunciou que o mercado de crédito vai continuar em expansão e no mesmo ritmo observado recentemente. “Os bancos estão preparados para suportar a continuidade da expansão dos empréstimos, sejam eles destinados ao consumo ou ao investimento”, disse Barbosa.


A expectativa do Banco Central é que o volume de crédito disponível no país cresça entre 20% e 25% neste ano, o que seria suficiente para elevar o saldo de empréstimos para um valor equivalente a cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB), o que, se confirmado, será o nível mais alto já registrado pelas estatísticas do BC.


O encontro de Mantega realizado ontem foi o primeiro de uma série que o Ministério da Fazenda prepara com outros setores importantes da economia. Hoje, o ministro se reunirá em São Paulo com representantes da indústria automobilística. Amanhã, será a vez do setor siderúrgico.


 


 


 


 

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