Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-6
A balança comercial fechou com saldo positivo de US$ 527 milhões na segunda semana de março. O resultado compensou o déficit de US$ 159 milhões, na primeira semana, e contribuiu para o superávit de US$ 368 milhões nas duas primeiras semanas do mês, de acordo com os dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Entretanto, ainda não está afastado o risco de maior desgaste no resultado do comércio exterior brasileiro.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-6
A balança comercial fechou com saldo positivo de US$ 527 milhões na segunda semana de março. O resultado compensou o déficit de US$ 159 milhões, na primeira semana, e contribuiu para o superávit de US$ 368 milhões nas duas primeiras semanas do mês, de acordo com os dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Entretanto, ainda não está afastado o risco de maior desgaste no resultado do comércio exterior brasileiro.
De 1º de janeiro até a última sexta-feira, o País registrou superávit de US$ 2,194 bilhões – um terço do saldo de US$ 6,404 bilhões registrado em igual período de 2007. Na mesma onda observada desde meados de 2007, as duas primeiras semanas de março apresentaram desequilíbrio acentuado nos ritmos de expansão de embarques e desembarques de mercadorias. A média diária de importações aumentou 45,9%, em comparação com a média de março de 2007, enquanto que a de exportações cresceu apenas 14,7%.
Quedas nas vendas de equipamentos mecânicos, de açúcar e de minérios contribuíram para que as exportações das duas primeiras semanas de março não ultrapassassem US$ 6,722 bilhões.
As importações das duas primeiras semanas de março somaram US$ 6,354 bilhões. Com exceção dos setores de bebidas, de peixes e de aeronaves e peças, os outros 20 principais capítulos de produtos importados tiveram aumentos expressivos.
Combustíveis
O líder da pauta foi o setor de combustíveis e lubrificantes, com um total de importações de US$ 778,5 milhões. A média diária dessas compras no período foi 90,3% maior que a de março de 2007. Em seguida, despontaram dois capítulos de bens de capital – equipamentos mecânicos, com expansão de 25,9%, e elétricos e eletrônicos, com aumento de 50,2%.
A média de importações de automóveis e partes, capítulo que reúne bens de consumo e insumos para a produção, cresceu 74,7%. As importações de cereais e de produtos siderúrgicos apresentaram as variações percentuais mais significativas, de 123,3% e de 231,2%, respectivamente.