Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro Página: B-6
Apesar de registrar em agosto queda no superávit primário, o governo cumpriu com folga de R$ 7,6 bilhões a meta definida para o esforço fiscal nos oito primeiros meses do ano.
De janeiro a agosto, o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) economizaram R$ 51,3 bilhões para pagamento de juros da dívida pública.
O valor já está próximo da meta estipulada para todo o ano de 2007: R$ 53 bilhões.
Folha de São Paulo Editoria: Dinheiro Página: B-6
Apesar de registrar em agosto queda no superávit primário, o governo cumpriu com folga de R$ 7,6 bilhões a meta definida para o esforço fiscal nos oito primeiros meses do ano.
De janeiro a agosto, o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) economizaram R$ 51,3 bilhões para pagamento de juros da dívida pública.
O valor já está próximo da meta estipulada para todo o ano de 2007: R$ 53 bilhões. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, esse número está dentro do esperado porque, nos últimos meses do ano, há uma aceleração dos gastos e a tendência é registrar resultados primários menores.
“O resultado primário nos meses finais do ano é menor por causa do perfil das receitas e das despesas”, afirmou o secretário. Em proporção do PIB (Produto Interno Bruto), porém, o ajuste fiscal foi menor de janeiro a agosto deste ano. No acumulado de 2006, o valor representava 3,18% do PIB, enquanto em 2007 está em 3,11%.
Augustin destaca que neste ano o ritmo de crescimento das despesas tem ficado abaixo do verificado no ano passado. Os gastos com benefícios, pessoal, investimento e custeio da máquina cresceram 13,3% neste ano, contra 14% em 2006. As despesas, no entanto, continuam crescendo em velocidade maior que a das receitas.
Nos oito primeiros meses deste ano, as receitas cresceram 12,4%. O Tesouro explicou que esse descompasso entre receita e despesa se deve ao avanço dos gastos com investimentos (leia texto nesta página). Além disso, o gasto com pessoal e encargos pressionou as despesas do governo central.
No período, houve elevação de R$ 9 bilhões nesses gastos por conta da reestruturação de carreiras de servidores públicos. Já as despesas com benefícios previdenciários subiram R$ 11,8 bilhões, devido ao aumento do mínimo para R$ 380.
Contribuiu para a elevação da receita a arrecadação adicional de R$ 11 bilhões referentes ao IR das empresas e à CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Esses tributos incidem sobre o lucro das empresas, que aumentou em vários setores.
Agosto
No mês passado, o superávit primário alcançado foi de R$ 3,55 bilhões. O valor ficou R$ 1,6 bilhão abaixo do de julho e, em relação a agosto do ano passado, a redução foi de R$ 2,7 bilhões. O Tesouro argumenta que comparações entre meses isolados não são as melhores devido a flutuações naturais que ocorrem mês a mês.
As receitas de agosto caíram R$ 2,2 bilhões em relação a julho. Isso porque, em julho, o calendário da Receita propiciou arrecadação maior.