Alta nas vendas de março projetam 2010 bom para o comércio

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Março foi mais um mês de bons resultados para o comércio varejista, em um ano de crescimento que surpreende. A alta de 1,6% nas vendas do setor no mês, na comparação com fevereiro, apontada pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, mostra que o cenário é favorável para todo o ano.


Fábio Bentes, da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), destaca que a taxa de 1,6 % é muito forte. “Se esta taxa se repetisse por 12 meses, o comércio teria um crescimento de quase 20% no ano”, projeta.

Março foi mais um mês de bons resultados para o comércio varejista, em um ano de crescimento que surpreende. A alta de 1,6% nas vendas do setor no mês, na comparação com fevereiro, apontada pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, mostra que o cenário é favorável para todo o ano.


Fábio Bentes, da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), destaca que a taxa de 1,6 % é muito forte. “Se esta taxa se repetisse por 12 meses, o comércio teria um crescimento de quase 20% no ano”, projeta. “O melhor ano de crescimento das vendas do varejo foi em 2007, quando chegou a 9,7%. Estamos falando de quase 13%”, diz o economista. 


Com base no primeiro trimestre do ano, a previsão da Confederação para crescimento do comércio varejista é de 11,4%, na comparação com 2009. Quanto aos bens duráveis, a expectativa de crescimento para todo o ano chega a 15,5%; semi duráveis e não duráveis podem alcançar um incremento de 10,4% e 8,5%, respectivamente. “As projeções são feitas com base em três variáveis: a inflação, que esperamos que fique em 5,5%; a massa de rendimentos, cuja expectativa de crescimento é de 4,8%, e o crédito ao consumidor, pode chegar a uma alta de 5,7%”, destaca Fábio. 


Para o especialista, a recuperação gradativa do emprego e do rendimento salarial, aliada aos efeitos dos benefícios fiscais que ainda estavam valendo em março, teve influência direta nos resultados apurados pelo IBGE. Em relação à inflação – outro fator de impacto nas vendas do comércio – os dados de março não sofreram influência do aumento da taxa Selic, atualmente em 9,5%.


A análise do economista da Confederação ganha escopo em alguns números da PMC: os incentivos fiscais do governo refletiram de modo diferente em alguns segmentos. A alta de março – quando ainda estava valendo a redução do IPI para automóveis – foi puxada pela venda de bens duráveis, como Veículos, motos, partes e peças, atividade que cresceu 10,3% no mês em relação a fevereiro. Por outro lado, sem o benefício fiscal, o segmento de Móveis e eletrodomésticos registrou queda de 1,1% ante fevereiro. 

           

Já em relação ao crédito é diferente, destaca o economista. “Ele vai ficar mais caro com o aumento da Selic, mas a inadimplência da pessoa física está caindo, por conta, inclusive, do mercado de trabalho, que garante a renda das pessoas, e gera mais garantias para o credor, com prazos também mais longos. As pessoas continuarão a tomar crédito, o que ajuda o comércio este ano”.  

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