Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-4
As vendas de produtos eletroeletrônicos cresceram 2,51% no primeiro semestre deste ano, ante igual período de 2006. Os produtos da linha branca e de portáteis tiveram o melhor desempenho, com alta, respectivamente, de 3,14% e 13,26%, enquanto a linha de imagem e som registrou queda de 7,1%. Os dados são da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos( Eletros).
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As vendas de produtos eletroeletrônicos cresceram 2,51% no primeiro semestre deste ano, ante igual período de 2006. Os produtos da linha branca e de portáteis tiveram o melhor desempenho, com alta, respectivamente, de 3,14% e 13,26%, enquanto a linha de imagem e som registrou queda de 7,1%. Os dados são da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos( Eletros).
“Apesar desse crescimento, a linha de imagem e som teve redução já esperada, pelo fato de o mercado ter renovado, no ano passado, o parque instalado de televisores, em função da Copa do Mundo”, explicou o presidente da Eletros, Lourival Kiçula. “Na média, o desempenho foi positivo, com as vendas da linha branca e de portáteis compensando as de imagem e som”, acrescenta.
Na linha branca, as vendas de refrigeradores foram 24,56% maiores no primeiro semestre, em comparação a mesmo período de 2006; as de lava-louças automáticas subiram 44,83% e as de lavadoras de roupa, 11,93%. As vendas deste segmento foram beneficiadas pela redução das taxas de juros, ampliação dos prazos de pagamento e melhoria do poder aquisitivo, além do interesse crescente do consumidor por produtos com menor consumo de energia. “A tendência é a linha branca puxar o desempenho do setor este ano”, afirma Kiçula.
No segmento de portáteis, os aspiradores de pó foram um dos produtos com melhor saída. As vendas cresceram 17,36% em relação ao primeiro semestre de 2006, enquanto as de liquidificadores aumentaram 15,22%, e as de ferros de passar roupa, 14,99%.
Na linha de imagem e som, as vendas de rádio-gravadores cresceram 4,12%; as de televisores caíram 9,1% e as de DVDs tiveram recuo de 6,22%. No caso de televisores, a queda nas vendas se deve também à mudança no perfil do mercado, decorrente da menor demanda por aparelhos convencionais (CRT).
“O segmento de televisores convencionais está diminuindo e, mesmo com o crescimento de TVs com tela de cristal líquido (LCD) e plasma, não é possível compensar em unidades o menor volume de CRTs”, afirma o presidente da Eletros.
O incremento das vendas de televisores de telas finas, explica Kiçula, ocorre em velocidade menor do que em outros países, em função da falta de poder aquisitivo do mercado local.