A maioria dos turistas brasileiros pertence às classes A e B, tem entre 31 e 40 anos e coloca a qualidade dos serviços antes do preço. Esse perfil foi traçado pela pesquisa “Quem é o Viajante Brasileiro”, realizada pela Editora Abril com apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e do IBOPE. Os dados inéditos foram divulgados no 39° Congresso Brasileiro de Agentes de Viagens, no dia 20 de outubro.
A maioria dos turistas brasileiros pertence às classes A e B, tem entre 31 e 40 anos e coloca a qualidade dos serviços antes do preço. Esse perfil foi traçado pela pesquisa “Quem é o Viajante Brasileiro”, realizada pela Editora Abril com apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e do IBOPE. Os dados inéditos foram divulgados no 39° Congresso Brasileiro de Agentes de Viagens, no dia 20 de outubro.
Representando a CNC, o gerente de projetos estratégicos do Senac, Antônio Henrique Borges Paula, afirmou que os dados representam um “antes e depois” no turismo nacional. “De posse dessas informações, o empresariado pode estruturar a sua oferta de serviços, uma vez que o cliente é o melhor cartão de visitas do estabelecimento. Claro que grande parte disso vem de uma esfera cultural, já que o Brasil tem tanto a oferecer naturalmente, mas a adequação às necessidades dos turistas é de suma importância no atual cenário do turismo nacional”, disse Antonio Henrique.
O levantamento foi realizado com base em entrevistas com leitores da revista Viagem e Turismo. Segundo Caco de Paula, editor do Núcleo de Turismo da Editora Abril, a experiência dos leitores em suas próprias viagens garante o diferencial da pesquisa. “Os dados estão mais voltados para a percepção dos turistas sobre os produtos e serviços oferecidos, porque foi essa a visão geral que tivemos nos resultados. Os leitores da revista são turistas ativos e que podem relatar com confiabilidade aquilo que vivenciaram”, afirmou.
Classe C ainda viaja pouco
A pesquisa revelou que a Classe C emergente ainda viaja bem pouco pelo Brasil, representando apenas 4% de todos os turistas. Segundo Caco de Paula, a nova classe média ainda não se acostumou em realizar viagens constantes, o que pode ser um alerta aos empresários para focarem nesse nicho. “Os produtos e serviços ainda não são totalmente voltados para a classe C. O setor ainda está se adaptando aos novos consumidores, o que pode trazer uma nova linha de investimento”, concluiu.
Ainda segundo o levantamento, o turista brasileiro viaja em média duas vezes por ano, sendo que 41% viajam três vezes ou mais no período. Entre os entrevistados, 81% já viajaram para o exterior e destinos de praia, e as grandes cidades lideram a preferência dos viajantes. Nos últimos cinco anos, 94% viajaram de avião, 82% hospedaram-se em hotéis, 73% compraram pacotes turísticos e 57% alugaram automóveis.
Foram ouvidas mais de 10 mil pessoas em 17 estados brasileiros e o Distrito Federal. A metodologia ouviu a opinião dos leitores da Viagem e Turismo sobre destinos, serviços e estabelecimentos, além de hábitos de viagem, avaliação de concorrentes e características específicas sobre resorts, cruzeiros, operadoras de viagens, entre outros.