No artigo A ideologia dos Brics, publicado em 3 de maio no Jornal do Commercio, o presidente Antonio Oliveira Santos analisa os movimentos de alinhamento dos países do chamado Bric, grupo composto por Brasil, Rússia, Índia e China. “Os quatro países do Bric caracterizam-se por terem grandes dimensões geográficas, demográficas e econômicas (tamanho do PIB). E só.
No artigo A ideologia dos Brics, publicado em 3 de maio no Jornal do Commercio, o presidente Antonio Oliveira Santos analisa os movimentos de alinhamento dos países do chamado Bric, grupo composto por Brasil, Rússia, Índia e China. “Os quatro países do Bric caracterizam-se por terem grandes dimensões geográficas, demográficas e econômicas (tamanho do PIB). E só. No mais, são países muito diferentes em termos culturais, sociais e políticos”, observa Oliveira Santos, ressaltando, no entanto, que são países que têm em comum a busca por uma maior inserção no comércio internacional.
Uma das linhas de atuação que serão defendidas é atacar o dólar como moeda reserva e denominador comum das transações internacionais. “A escolha do dólar americano como moeda internacional não foi uma imposição dos Estados Unidos, como também não havia sido a libra esterlina da Grã-Bretanha, nos seus áureos tempos. A eleição do dólar foi espontânea, derivada da dimensão econômica dos Estados Unidos e, principalmente, do sistema liberal e da confiabilidade de seu sistema jurídico. Que outra moeda teria, em sua base legal, uma estrutura jurídica como a dos Estados Unidos?”, questiona o presidente da CNC. Para Oliveira Santos, Os Bric são importantes isoladamente, cada um por si, mas serão mais importantes ainda no conjunto, se conseguirem uniformizar suas ações internacionais. “Acontece que os quatro países têm interesses diferentes e até opostos. Por isso, é mais produtivo avançar nas relações bilaterais, na área do comércio e dos investimentos. Essa ideia brasileira de usar uma moeda do bloco ou usar moedas nacionais, nas relações bilaterais é um ‘non sense’, inventado pelas esquerdas, para ofender os Estados Unidos”.