O economista chefe da CNC e ex-diretor do Banco Central, Carlos Thadeu de Freitas, analisou o cenário da economia brasileira e os reflexos para o turismo durante o Encontro PanHotéis – Inovação e Tendências 2013, evento da Editora Panrotas patrocinado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), pelo Sesc e pelo Senac, realizado em 22 de outubro na CNC no Rio de Janeiro.
O economista chefe da CNC e ex-diretor do Banco Central, Carlos Thadeu de Freitas, analisou o cenário da economia brasileira e os reflexos para o turismo durante o Encontro PanHotéis – Inovação e Tendências 2013, evento da Editora Panrotas patrocinado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), pelo Sesc e pelo Senac, realizado em 22 de outubro na CNC no Rio de Janeiro.
Carlos Thadeu de Freitas iniciou sua palestra fazendo uma análise do PIB mundial e de como o Brasil passou de sétimo (em 2010) para quarto maior receptor de investimentos estrangeiros em 2012. “O Brasil ainda é um país que recebe e vai receber investimentos externos, o que é bom para o turismo”, afirmou.
Na sequência, Carlos Thadeu analisou o fluxo de capitais no País nos últimos anos, os indicadores de endividamento externo e a trajetória do câmbio e das taxas de juros. Segundo demonstrou o economista, a elevação dos juros reais vai encarecer as compras no cartão de crédito e as viagens para o exterior, o que pode incentivar o turismo interno. Ele lembrou, também, que o endividamento das famílias e o endividamento mundial podem ser um freio para o setor, mas que o Brasil tem como garantia no turismo, nos próximos anos, os grandes eventos.
Até maio de 2013 o fluxo de capitais foi positivo no País, mas, com a redução dos fluxos monetários nos Estados Unidos, após a crise, o dólar volta a apresentar trajetória de valorização. “Com a crise, todos começaram a praticar políticas monetárias frouxas, e, agora, os que estavam deixando frouxo tiveram que apertar”, disse. As mudanças no câmbio, por um lado, podem ser positivas para o setor turístico, pois a moeda desvalorizada é convidativa para a entrada de turistas estrangeiros, mas, por outro lado, encarecem as despesas de alguns segmentos, como a aviação, que tem mais de 50% dos seus custos dolarizados; e esses aumentos de preços têm reflexos em toda a cadeia turística.
Carlos Thadeu mostrou que os serviços estão inflacionados, já que o crescimento do mercado consumidor brasileiro nos últimos anos aumentou a demanda, o que encareceu os preços e gerou perda de competitividade. O economista chefe da CNC acredita que, para que o turismo brasileiro se torne mais competitivo, já que o câmbio não é o bastante, uma alternativa é “dar espaço para a redução de custos no Brasil com a diminuição da carga tributária”.