2007 foi o melhor ano para para o emprego desde 2002

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Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


Os dados acumulados do emprego na indústria entre janeiro e novembro do ano passado já garantem que o ano de 2007 foi o melhor para o mercado de trabalho industrial em seis anos. Ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou um aumento de 2,1% na ocupação do setor em 11 meses no ano passado, resultado que já supera o maior crescimento anual anterior, de 2004 (1,8%), até então recorde da série iniciada em 2002.


Os dados finais de 2007 serão divulgados pelo instituto em fevereiro.

Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


Os dados acumulados do emprego na indústria entre janeiro e novembro do ano passado já garantem que o ano de 2007 foi o melhor para o mercado de trabalho industrial em seis anos. Ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou um aumento de 2,1% na ocupação do setor em 11 meses no ano passado, resultado que já supera o maior crescimento anual anterior, de 2004 (1,8%), até então recorde da série iniciada em 2002.


Os dados finais de 2007 serão divulgados pelo instituto em fevereiro. Na comparação com outubro, o emprego industrial registrou aumento de 0,3%, o quinto crescimento consecutivo nessa base de comparação. Ante novembro de 2006, o aumento foi de 3,9%, o maior desde dezembro de 2004. O economista André Macedo, da coordenação de indústria do IBGE, ressaltou que os resultados positivos do ano passado estão espalhados entre setores e regiões, com destaque para São Paulo.


Ainda no acumulado de janeiro a novembro, 13 de 14 regiões mostraram crescimento no emprego e 12 setores elevaram a ocupação. Para o consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Econômico (Iedi), Julio Sérgio Gomes de Almeida, o crescimento acumulado no emprego, ainda que seja um recorde histórico anual na série, está aquém do quadro atual de expansão do setor. “No segundo semestre de 2007 chegamos a um novo patamar de crescimento industrial, que não está refletido integralmente nos dados acumulados”, afirmou.


De fato, o aumento da ocupação na comparação com igual mês de 2006 subiu progressivamente de 0,9%, apurados em fevereiro, para 3,9% em novembro, o melhor resultado apurado em 11 meses no ano passado. Para Gomes de Almeida, o crescimento de novembro sinaliza com a perspectiva de aumento de 3% a 3,5% no emprego na indústria em 2008.


Setores. André Macedo sublinhou que os segmentos com maior impacto positivo nos dados de emprego e da folha são aqueles com maior destaque na atividade industrial, vinculados à produção de bens de capital e bens de consumo duráveis, como máquinas e equipamentos (6,6%) e meios de transporte (7,3%).Para ele, o bom desempenho do mercado de trabalho reflete os resultados positivos apurados na produção industrial.


Já a folha de pagamento real da indústria registrou em novembro queda de 3,5% ante outubro, mas segundo Macedo o resultado negativo não reverte a tendência de expansão. Ele argumenta que o aumento de 6,4% ante novembro de 2006 foi o maior na comparação com igual mês do ano anterior desde dezembro de 2004. Além disso, a expansão acumulada de 5,3% de janeiro a novembro também só perde, na série histórica da pesquisa, para o resultado anual de 2004.


Em termos regionais, o Estado de São Paulo, que responde por 37% do emprego industrial, puxou os resultados positivos na ocupação. A indústria paulista mostrou o maior crescimento no número de vagas (6,5%) entre as regiões na comparação com novembro de 2006, puxado especialmente por máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (19,5%) e meios de transporte (10,4%). No acumulado de janeiro a novembro, o aumento foi de 3,5%.


Gomes de Almeida destacou o importante papel exercido por São Paulo na expansão do emprego. Segundo ele o estado respondeu, sozinho, por 2,4 ponto percentual, ou mais de 60% do crescimento de 3,9% apurado em novembro. “São Paulo explica essa esticada do crescimento no emprego”, disse.


 


 




 


 

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