Sumário Econômico – 1713

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Destaques da edição:

Âncoras de credibilidade da economia brasileira – A política fiscal no curto prazo tem sido a maior alavanca para gerar confiança na economia brasileira, demonstrados os bons resultados do endividamento público. Os dados do Banco Central do Brasil mostram um resultado primário anualizado que voltou ao quadrante positivo no fim do ano passado, e vem crescendo desde novembro, alcançando superávit de R$ 124 bilhões em fevereiro. O Brasil fez um bom trabalho fiscal , foi um dos quarenta países analisados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) que mais melhoraram o resultado primário recente. A evolução favorável da dívida bruta também colocou o País entre os mais bem posicionados nesse ranking, com crescimento do PIB acima de 4% no ano passado , que ajudou o bom resultado da dívida/PIB. Evidentemente que nem tudo são flores, como a própria inflação que ainda não arrefeceu nem no Brasil nem no mundo, e a reforma tributária, parada no Congresso Nacional este ano. Temos uma agenda de reformas estruturais ainda robusta a ser praticada nos próximos anos, para que o crescimento econômico de longo prazo se realize. O caminho da atual política econômica está correto em muitos aspectos, e o Congresso Nacional precisa cooperar para que a agenda se concretize.

Cartão de crédito lidera desembolsos de recursos aos consumidores pelo sistema financeiro – O estoque de crédito no sistema financeiro somou R$ 4,7 bilhões em fevereiro, com R$ 2,8 bilhões em poder das famílias, e outros R$ 1,9 bilhão com empresas, de acordo com os dados do Banco Central do Brasil (Bacen) divulgados hoje. Do total do crédito disponível na economia, cerca de 60% estão concentrados nas modalidades com recursos livres, ou seja, nas linhas em que as condições de juros e prazos são pactuadas livremente (crédito pessoal, capital de giro, recebíveis, financiamento de bens exceto imóveis, financiamento de veículos, cheque especial , cartão de crédito , entre outros). Os outros 40% estão no crédito direcionado (financiamento imobiliário, crédito rural e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, basicamente).

O que esperar do mercado de trabalho – A economia brasileira está passando por grandes desafios, com as altas na inflação e nos juros. Contudo, o mercado de trabalho vem ajudando a recuperar o País, gerando mais consumidores com renda para consumir e, assim, incentivando o comércio e, consequentemente, a economia. Segundo os últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no primeiro trimestre do ano, foram geradas mais de 615 vagas no mercado de trabalho, tendo crescimento em todos os meses de 2022 e representando um crescimento de 1,51% em relação ao fim do ano passado. Na comparação com março de 2021, o avanço foi ainda maior, de 6,64%. O maior destaque foi o setor de serviços, responsável por 42,4% dessas vagas geradas no trimestre.

Turismo e commodities são os destaques no ranking regional do reemprego – De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no quadrimestre encerrado em junho de 2020, a diferença entre admissões e desligamentos no mercado formal acumulou um saldo negativo de 1,73 milhão em empregos celetistas. Naquela ocasião, o País vivia a fase mais aguda dos desdobramentos econômicos decorrentes da pandemia com retrações que chegaram a acumular perdas de 19,6% na produção industrial e, em momentos ligeiramente distintos, quedas nos volumes de venda do comércio (-19,3%), de receitas dos serviços (-18,5%) e do turismo (-69,0%). Após criar 2,76 milhões vagas em 2021 – ano em que a economia brasileira cresceu 4,6% –, a perspectiva de avanço mais modesto do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 (+0,5%) deverá levar à geração de um número menor de novos postos de trabalho. Diante desse cenário, a CNC projeta um saldo positivo de 1,61 milhão de vagas formais de trabalho.

Setor automotivo mantém ritmo de crescimento – Na última apuração publicada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) acerca do setor automotivo, a carta revelou novamente taxa de variação positiva para os licenciamentos totais, a soma dos nacionais e importados. Embora o crescimento de 0,3%, apurado em abril, seja menor que o de 10,9% obtido no mês anterior, o setor permanece na tendência de crescimento iniciada em fevereiro deste ano. No comparativo com o mesmo mês do ano anterior, o setor ainda fica negativo (-15,9%); além disso, o acumulado do ano acumula baixa de -21,4% comparando com o acumulado do mesmo período de 2021. Em números absolutos, os licenciamentos de abril somaram 147,242 mil, sendo 128,362 mil unidades nacionais e 18,880 mil importadas. Total de apenas 423 unidades maior que as licenciadas em março. A retração no crescimento foi influenciada, principalmente, pelos licenciamentos nacionais que retraíram 0,5% ou -698 unidades. Já no setor externo, o nível de exportações mensais teve alta expressiva de 15,2%. O aumento nas exportações é suficiente para compensar a última queda do setor, como no mês de março, quando registrou recuo de 6,2%. Ademais, o resultado do mês tendo variado positivamente acompanha a apuração comparada ao mesmo mês do ano anterior, que acelerou 32,3%, com o aumento de 10,9 mil unidades exportadas. O período entre janeiro e abril também apresenta variação positiva de 17,9% quando comparado ao mesmo período de 2021.

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