Destaques da edição:
Crédito como suporte para o consumo de curto prazo – O consumo das famílias e as vendas do comércio e serviços vêm sendo suportados pelo crédito. Os dados do Banco Central do Brasil (Bacen), divulgados na semana passada, mostram que o desembolso de crédito novo às pessoas físicas no crédito livre somou R$ 188 bilhões em fevereiro, uma média diária de R$ 9,4 bilhões, 2,5% acima da média diária de concessões em janeiro, 22% acima de fevereiro de 2021, e 23% acima de fevereiro de 2020, antes da pandemia. Se desconsiderarmos os efeitos inflacionários, a alta da concessão média foi ainda maior, 10,5% ante janeiro. O estoque de crédito no sistema financeiro somou R$ 4,7 bilhões em fevereiro, com R$ 2,8 bilhões em poder das famílias, e outros R$ 1,9 bilhão com empresas.
As Empresas Simples de Crédito – terceiro ano de comemoração – No dia 27 de abril, o Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil Factoring do Estado de São Paulo (Sinfac-SP) realizou evento on-line comemorativo do terceiro ano de vigência das Empresas Simples de Crédito (ESC). Com mais de 1,8 mil visualizações, o seminário encontra-se disponível no canal midiático que transmitiu o encontro no seguinte endereço eletrônico: https://www.youtube.com/watch?v=VzVBOWeJbXY. Participaram do seminário virtual autoridades, técnicos e representantes de entidades ligadas ao tema ou não, tais como o presidente do Sinfac-SP; o secretário especial do Ministério da Economia; o assessor especial do Ministério da Economia; o consultor jurídico do Sinfac-SP; o gerente da Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); o representante da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); e os presidentes da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro) e da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais (Conampe).
Alta da inflação e dos juros faz três em cada dez famílias atrasarem contas e dívidas em abril – O percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa) alcançou 77,7% em abril, o maior nível desde janeiro de 2010, início da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Há um ano, a proporção de endividados era de 67,5%, 10,2 pontos abaixo do percentual atual.
Dívida Bruta alcança 79,2% do PIB, o menor nível desde abril de 2020 – Segundo os últimos dados divulgados pelo Banco Central do Brasil (BCB), a Dívida Bruta do Governo Geral, que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais, fechou fevereiro em R$ 7,0 trilhões, o que representou 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor nível desde abril de 2020, quando o percentual foi de 78,4% do PIB. Devido à greve dos funcionários da instituição, a última divulgação foi referente a fevereiro.
Produção industrial acelera 0,3% em março – O ritmo da produção industrial brasileira registrou alta de 0,3% em março na série dessazonalizada, segundo a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 3 de maio. Esse resultado foi influenciado, principalmente, pela fabricação de produtos de fumo (13,3%) e pela preparação de couro (8,9%). O aumento do mês colabora com o último resultado obtido em fevereiro, de +0,7%, e aproxima o setor industrial do patamar favorável. Essa taxa é a primeira positiva para o mês desde 2018, quando houve acréscimo de 1,2%. Além disso, é a segunda apuração mensal positiva desde janeiro deste ano (-2,0%). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve uma queda expressiva de -2,1%, sendo o oitavo mês consecutivo de queda nessa base de comparação. Mesmo que a indústria venha sendo afetada pelo encarecimento dos custos que dificulta a obtenção de matéria-prima necessária, os juros em alta e o processo inflacionário acelerado que contribuem para o comportamento negativo da atividade industrial, o setor fechou o primeiro trimestre de 2022 com alta de 0,3% se comparado ao trimestre anterior. O acumulado positivo do trimestre revela um cenário otimista para a indústria brasileira.