Sumário Econômico – 1706

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Destaques da edição:

Os sinais confusos da política monetária – O Comitê de Política Monetária (Copom), elevou a Selic em 1 ponto percentual na semana passada, em que os juros básicos chegaram a 11,75% ao ano.

Embora o aumento fosse aguardado pelo mercado, o tom da nota divulgada pelo Banco Central do Brasil (Bacen), o condutor da política monetária, confundiu mais do que orientou. Segundo o texto, o cenário alternativo com que a autoridade monetária trabalha no momento tem maior probabilidade de acontecer do que o próprio cenário básico.

O cenário alternativo que passou a ser visto como o principal, nas palavras do Bacen, considera a curva futura de mercado para o preço do petróleo até o fim de 2022, em US$ 100 o barril ao fim do ano, passando a aumentar 2% ao ano a partir de janeiro de 2023. O Copom espera que a inflação alcance 6,3% em 2022 e 3,1% em 2023, nesse cenário alternativo básico, sendo suficiente a Selic encerrar o ciclo de alta em 12,75%.

Com maior inflação em cinco anos, serviços abrem 2022 em queda – Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada em 16/03 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de receitas do setor de serviços recuou 0,1% em janeiro de 2022 ante o mês imediatamente anterior, já descontados os efeitos sazonais. O resultado mensal veio próximo à expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cuja projeção era de variação de -0,3%. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, o setor registrou expansão pelo 11º mês consecutivo (+9,5% sobre janeiro de 2021).

Famílias revelam satisfação com o emprego atual – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou o patamar de 78,1 pontos em março deste ano, o maior nível desde maio de 2020 (81,7 pontos). Com o ajuste sazonal, a série apresentou o terceiro crescimento consecutivo e o mais intenso do período, de +1,8%. Além disso, este mês de março foi melhor do que o de 2021, quando apresentou 73,8 pontos, apesar de o índice ter permanecido abaixo do nível de satisfação (100 pontos), o que acontece desde abril de 2015 (102,9 pontos). Em relação a março de 2021, houve elevação de +5,9%, mantendo a tendência positiva dos meses anteriores.

Licenciamento de veículos automotores acelera após grande queda – Segundo a apuração feita pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgada em março, o licenciamento de veículos acelerou 2,2% no mês de fevereiro se comparado ao mês imediatamente anterior. A taxa, que embora seja positiva, não recupera o percentual negativo de janeiro, que foi de -38,9%. Em números absolutos, as unidades licenciadas em fevereiro foram de 129, 3 mil , contra 126,5 mil do mês anterior. O patamar dos licenciamentos permanece muito menor que em 2021, com uma variação de -22,8%.

Na produção, as expectativas são ainda mais otimistas, com um crescimento expressivo no ano de 9,4%, a estimativa é que sejam produzidas quase 2,5 milhões de unidades neste ano. Esse resultado positivo do setor pode recuperar o patamar pré-pandêmico.

O boom do mercado pet no Brasil – A pandemia estimulou para que muitos decidissem ter um animal em casa, o isolamento social, a ansiedade e a depressão despertaram o interesse maior pelos pets na tentativa do alívio da tensão. Esse mercado está passando por um crescimento como nunca visto antes no País.

Segundo estimativa do Radar Pet, houve um aumento de 30% do total de animais de estimação no Brasil em 2021. Aumento relevante para um mercado que já vinha apresentando nos anos anteriores uma taxa média de elevação superior a 20%. Hoje, o segmento fatura R$ 50 bilhões, a estimativa é do Instituto Pet Brasil, órgão que representa as empresas do setor. Os números se explicam pela adoção do home office e tendência de humanização dos pets que passaram a ser considerados como membros da família.

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