Destaques da edição:
Criptomoedas precisam urgentemente de regulação –Com o avanço da tecnologia, o mundo está cada vez mais digital, uma tendência que já existia e foi intensificada com a necessidade de isolamento social dos últimos anos, incentivando o mercado on-line e tudo que pode passar a ser utilizado nele. Esse processo também ocorre no mercado financeiro, com os pagamentos em espécies sendo cada vez mais substituídos pelo Pix e a sociedade aprendendo como o sistema digital pode tornar o mercado mais transparente, com o Open Banking.
Elas não são consideradas como meio de pagamento no Brasil, apesar do bitcoin ser aceito em transações comerciais em algumas localidades, como El Salvador, por exemplo. No caso brasileiro, as criptomoedas representam apenas ativos de investimentos e não são utilizadas pelo comércio. No entanto já existe um estudo do Banco Central do Brasil (BCB) para a criação do real digital.
Enquanto as diretrizes do BCB estão sendo preparadas, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou uma proposta que regulamenta as operações financeiras com criptomoedas no Brasil, tornando o estelionato e as fraudes com moedas digitais crimes, conforme o desejado pelo BCB.
No entanto, deve-se ter cuidado, pois, caso a regulação seja exagerada e passe a englobar essas operações para evitar lavagem de dinheiro, pode acabar afastando os investidores e, assim, prejudicando o setor financeiro digital.
Expectativa inflacionária continua a aumentar – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central em 04/03, a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano aumentou para 5,65%, com avanço nessa estimativa há oito semanas. No curto prazo, as projeções dos analistas para o IPCA são de 0,89% para fevereiro e 0,55% para março. Mantendo a tendência da semana anterior, a mediana das projeções dos analistas para o IPCA de 2023 permaneceu em 3,51%, já na meta inflacionária. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a meta da taxa de juros Selic aumentou para 10,75% ao ano. A próxima reunião terminará dia 16 de março.
IGP-M acelera 1,83% em fevereiro e já acumula alta de 3,68% neste ano – O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou +1,83% em fevereiro, ante a +1,82% registrado no mês anterior. Com esse resultado, o índice acumula alta de +3,68% no ano e de +16,12% em 12 meses. No mesmo mês do ano passado, o índice havia subido +2,53% e acumulava alta de +28,94% em 12 meses. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou alta de +2,36% em fevereiro, ante +2,30% em janeiro. No ponto de vista dos estágios de processamento, a taxa do grupo bens finais variou +1,21% em fevereiro. No mês anterior, a taxa do grupo havia subido +0,75%. A principal contribuição para esse resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, a taxa passou de +1,11% para +6,89%, no mesmo período.
Nova pesquisa da CNC revela a abertura de 204 mil lojas no varejo – De acordo com dados do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) tabulados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em 2021, o comércio varejista brasileiro encerrou o ano com 2.407.821 estabelecimentos ativos, revelando, portanto, um saldo positivo de 204,4 mil registros em relação ao fim de 2020. O levantamento da CNC contabilizou trimestralmente a quantidade de CNPJs ativos em todas as atividades de varejo excluindo os Microempreendedores Individuais (MEIs).
A população brasileira (2022) – Hoje, o IBGE estima que a população brasileira seja de 214.318.455 de habitantes. No ranking global, o Brasil ocupa a sexta posição entre os maiores. Sobre esse tema, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o mundo comportava 7,874 bilhões de pessoas em abril do ano passado. Caso se reflita acerca da dispersão habitacional da Terra, tem-se uma imagem de um grande formigueiro, em que praticamente os espaços habitáveis encontram-se ocupados.
O corolário desse tipo de cenário é, com certeza, o rápido esgotamento dos recursos naturais, a degradação ambiental em virtude da exploração predatória do meio ambiente e das mudanças climáticas. Isso porque, num processo natural, os biomas e o clima reagem, respondem à ação humana.