Destaques da edição:
Mais dívida com menos inadimplência – A foto do endividamento dos consumidores em 2021 mostra que o número médio de famílias com dívidas em pelo menos uma das principais modal idades (cartão de crédito, cheque especial , cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnês, financiamento de carro e financiamento de casa) chegou a 70,9% do total de famílias brasileiras, recordes em termos do percentual e da taxa de incremento anual (4,4 pontos percentuais em relação a 2020).
Essa proporção não só é a máxima histórica em 11 anos, mas o filme de 2021 mostra um dezembro com mais de 76% de endividados, com alta nas duas faixas de renda consideradas na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
No último trimestre do ano, entretanto, o aumento do indicador de contas em atraso passou a indicar tendência de alta para o início de 2022. Natural, diante de tantos desafios macroeconômicos somados aos vencimentos de despesas típicas do primeiro trimestre.
A inflação de 2022 será mais contida, embora ainda elevada e acima do l imite superior da meta do Bacen. Choques antigos e novos vão puxar os preços para cima este ano, e os juros altos vão desacelerar o crédito.
Esperamos que o endividamento siga em proporções elevadas, mas certamente não vai crescer de forma tão expressiva quanto em 2021. Na foto de 2022, a inadimplência mais alta no início do ano não deve se mostrar, entretanto, um problema para a economia.
Com pressões de preços no atacado e aperto nos juros, CNC reduz expectativa de vendas para 2022 – O volume de vendas do varejo cresceu 0,6% em novembro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada em 14/01 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima da expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que projetava estabilidade em relação ao mês anterior. Com a revisão do desempenho de outubro (o instituto havia apurado queda de 0,1%, e, agora, alta de 0,2%), as vendas do setor cresceram pelo segundo mês consecutivo sem, no entanto, compensar a perda de 5% acumulada em agosto e setembro.
Condições atuais retomam patamar satisfatório para empresários do comércio – O Índice de Confiança do Empresário do Comércio
(Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou o patamar de 121,1 pontos em janeiro, o maior desde março de 2020 (128,4 pontos) e melhor do que o observado no mesmo período do ano passado (105,8 pontos). Esse resultado representa alta mensal de +1,4%, o segundo aumento consecutivo e mais intenso que o de dezembro (+0,3%), considerando os dados com ajuste sazonal. Em relação a janeiro do ano passado, o crescimento foi de +14,5%.
A satisfação quanto às condições correntes, Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), retornou para a zona de avaliação positiva ao alcançar 100,1 pontos, o maior nível desde abril de 2020 (105,1 pontos). O subindicador obteve o primeiro crescimento mensal (+0,6%), após quatro quedas consecutivas, e, na comparação anual, o aumento foi de +24,4%, o mais alto entre os subíndices principais.