Sumário Econômico – 1697

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Destaques da edição:

Populismo ou rigor fiscal – O ano de 2022 trará muitos desafios para o Brasil, com uma recuperação gradual dos efeitos negativos do período da pandemia. Contudo, pode-se dizer que a situação fiscal não será um problema no curto prazo, pois, este ano, as expectativas das contas públicas ainda estão favoráveis e talvez permaneça assim no próximo ano. A situação fiscal brasileira foi amenizada pela alteração na regra de correção do teto de gastos e no pagamento dos precatórios. A primeira providência criou um espaço de R$ 62,0 bilhões no orçamento este ano, somando ao valor gerado pelo alongamento dos gastos judiciários, o espaço dentro do teto em 2022 deve ser de R$ 107,0 bilhões. O Brasil tem tido rigor fiscal desde 2017 e alterar a meta dos gastos não significa que a política fiscal ficou frouxa, pelo contrário, deu maior previsão às despesas orçamentárias. Como já foi abordado em artigos anteriores, rolar os precatórios não é calote e sim possibilitar maior rigor fiscal e previsibilidade no curto prazo.

Intenção de Consumo das Famílias melhora sua desaceleração no fim do ano – Ao finalizar o ano, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou o patamar de 74,4 pontos em dezembro, o maior nível desde maio de 2020 (81,7 pontos). Com esse resultado, 2021 terminou com uma média de 71,6 pontos, permanecendo abaixo do nível de satisfação (100 pontos), o que acontece desde 2014, quando a média anual foi de 123,3 pontos, e atingindo o menor nível histórico. A série anual apresentou queda de -9,9% no ano, após retração de -15,9% em 2020. Desde 2017 que os dados anuais apresentavam crescimento, com alta de +8,7% em 2019.

Produção industrial brasileira tem leve retração na sua última apuração –  Segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria geral brasileira apresentou um pequeno recuo no mês de novembro de 2021. Embora apresente um acumulado no ano positivo de +4,7%, a indústria registrou -0,2% na produção em novembro. No gráfico a seguir, é possível analisarmos a variação da produção da indústria durante o ano de 2021 até a última apuração do IBGE.

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