por José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac
Quando um país de 200 milhões de habitantes se mobiliza para colocar na rua a sua maior manifestação cultural, é claro que o resultado extrapola a festa. Pelo lado do comércio, dos serviços e do turismo, posso dizer que esse é um dos pontos altos do ano. Sim, o carnaval é, hoje, uma das principais forças motrizes da economia brasileira. E, quando olhamos seus números, fica fácil entender por quê. Vejamos…
As projeções da CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo para o carnaval 2026 indicam uma movimentação de R$ 14,5 bilhões em receitas. O crescimento real é de 3,8% em relação ao ano anterior. Somente no mês de fevereiro deste ano, 1,42 milhão de turistas estrangeiros devem chegar ao Brasil, um aumento de 4% em relação a 2025. Para atender a essa demanda crescente, serão contratados 39,2 mil trabalhadores temporários. Aponto somente esses três principais dados para mostrar o tamanho do impacto do carnaval em nossa economia.
Quem mais se beneficia de todo esse movimento são bares, restaurantes, transportes e hospedagem, que devem concentrar mais de 70% da receita gerada no período. Essa é uma demonstração de como o carnaval dinamiza cadeias produtivas inteiras e beneficia empresas de diferentes portes, em todas as regiões do País. É um momento do qual temos que nos orgulhar!
O carnaval também encerra a alta temporada de verão e cria um ambiente favorável para que o comércio e o turismo iniciem o ano com resultados mais robustos. Podemos dizer que é “o Natal do turismo”. Valorizar essa agenda envolve necessariamente investir em infraestrutura, qualidade de serviços e qualificação profissional. Dessa forma, o Brasil tem mais condições para seguir competitivo e preparado para receber cada vez mais visitantes.
Os números mostram que o turismo é ativo estratégico para o desenvolvimento nacional, e o carnaval é, sem dúvida, a sua maior vitrine e seu melhor momento do ano. Que venha a folia de Momo. O comércio, os serviços e o turismo estarão de braços abertos.
Artigo originalmente publicado no LinkedIn, em 4 de fevereiro de 2026.