Monitor – 9 de novembro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
09/11/22 | nº 776 | ANO IV |  www.cnc.org.br
Editorial da Folha de S.Paulo repercute dados da Peic, afirmando que, para lidar com inadimplência, é fundamental preservar retomada do emprego.

Texto ressalta que, segundo pesquisa recém-publicada pela CNC, o percentual de famílias com contas em atraso no país atingiu 30,3% em outubro, numa alta de 4,7 pontos percentuais em 12 meses. Como a Folha noticiou, trata-se da maior taxa de inadimplência medida desde o início da série histórica, em 2010. Hoje, 79,2% das famílias se declaram endividadas, ante 74,6% em outubro de 2021.

O jornal afirma que, previsivelmente, a incapacidade de pagamento é maior nas faixas mais baixas de renda. No corte da CNC, estão inadimplentes 33,6% dos consumidores com renda até dez salários mínimos, enquanto para os demais a cifra cai a 13,9%.

Inadimplência
Valor Econômico 
informa que o número de famílias em atraso com alguma conta na cidade de São Paulo chegou a 1,03 milhão em outubro, mostra um levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

É o recorde para a série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), iniciada em 2010. Segundo ela, uma em cada quatro (25,5%) famílias da capital paulista tinha dívidas não pagas no mês passado.

Em 2021, as famílias com contas em atraso eram 19,7%. Isso significa que, do início do ano para cá, outros 240 mil lares passaram a ter dificuldades para equilibrar seu orçamento.

Combustíveis
Coluna Painel S.A. (Folha de S.Paulo) afirma que a ANP entrou em um cabo de guerra com as grandes distribuidoras de combustíveis. As empresas, representadas pelo Instituto Combustível Legal (ICL), tentam minar a difusão das chamadas bombas brancas em postos de marca, uma das estratégias da agência para aumentar a competitividade e forçar a queda dos preços.

Há cerca de um ano, a ANP permitiu que postos bandeirados (aqueles que ostentam a marca de uma fornecedora, como Shell, BR e Ipiranga) pudessem manter ao menos uma bomba para a venda de combustível de fornecedores concorrentes — o que era proibido antes.

O ICL, que tem entre suas associadas as maiores distribuidoras do país, afirma que essa mudança trouxe insegurança ao mercado porque, supostamente, permite que os clientes comprem combustível sem saber a procedência. Também alega que as novas regras possibilitaram aumento de infrações nos postos.
Executivos do setor dizem que a ANP já possui gargalos na fiscalização padrão. Com a bomba branca, essas dificuldades ficam ainda maiores. A ANP nega.

Gasolina
Em O Estado de S. Paulo, segundo a ANP, o preço da gasolina subiu nos postos de abastecimento d país pela quarta semana seguida, apesar de a Petrobras manter o preço nas refinarias congelado há 66 dias.

Na semana de 30 de outubro a 5 de novembro, a gasolina teve alta de 1,4%, chegando a um preço médio de R$ 4,98 por litro, ante R$ 4,91 na semana anterior. Nas últimas quatro semanas, o combustível já acumula alta de 2,4%.

Shoppings
O Estado de S. Paulo 
conta que os shopping centers que ficam em regiões com grande concentração de prédios corporativos estão entre os que mais encontram dificuldades para recuperar público após a pandemia de covid-19. Com a adesão ao trabalho remoto, não há mais garantia de público nos cinco dias da semana. Ou seja: os shoppings perderam espaço na rotina dos habitantes de cidades como São Paulo. E não só pelo home office, mas também pelo crescimento de compras no comércio eletrônico e pela falta de interesse na atual grade de cinema, segundo relataram especialistas no setor ao Estadão.

Segundo o jornal, em 2022, os shoppings ainda estão mais vazios do que antes da pandemia. Segundo dados da Associação Brasileira dos Shopping Centers (Abrasce), ainda que o volume nominal de vendas de 2022, de R$ 202 bilhões, tenha superado a marca de 2019, de R$ 193 bilhões, uma entre cinco pessoas que visitavam os shoppings ainda não voltou – são 105 milhões de consumidores a menos nos centros de compras.

Entre as apostas para atrair o público, estão desde postos de troca de figurinhas da Copa do Mundo até eventos e exposições. Mas especialistas avaliam que será necessária uma adaptação do mix de lojas para incluir mais serviços presenciais, como consultórios médicos, academias e restaurantes.

Transição
Manchetes na Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Valor Econômico e Correio Braziliense destacam definição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre nomes que vão compor a equipe de transição para o novo governo.

Na área econômica, o comando deve ficar com Pérsio Arida, André Lara Resende, Nelson Barbosa e Guilherme Mello. O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) também disse que o ex-ministro Guido Mantega deve integrar o time.

Com isso, Lula opta por uma divisão da área entre economistas com passagens pelo mercado e histórico liberal e dois representantes do PT, que defendem a flexibilização do teto de gastos para atender a demandas sociais.

Infraestrutura
O Estado de S. Paulo 
publica que a equipe de transição negocia para usar uma parcela do orçamento secreto para bancar um programa de obras, com a carteira de obras a ser pactuada com parlamentares.

Na proposta em discussão, essa carteira não seria uma imposição do Executivo, mas baseada em critérios definidos em torno de obras estruturantes com impacto no crescimento da economia.

Partidos
Folha de S.Paulo e O Globo 
reportam que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse ontem que o partido “não renunciará às suas bandeiras e ideais” e fará oposição ao presidente eleito. Costa Neto também confirmou que Bolsonaro foi convidado para ocupar um cargo de honra na legenda e que disputará a eleição presidencial em 2026.

Em entrevista para O Globo, o ex-presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE) opinou que o partido deve se manter independente em relação ao novo governo, numa postura de “oposição não sistemática” sem ocupar cargos ou integrar a base aliada no Congresso. Ele ainda defende uma “transição radical” na legenda, com a ascensão de novas lideranças, como o governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,56%, cotado a R$ 5,14. Euro caiu 0,09%, chegando a R$ 5,18. A Bovespa operou com 116.160 pontos, alta de 0,71%. Risco Brasil em 261 pontos. Dow Jones subiu 1,02% e Nasdaq teve alta de 0,49%.

Valor Econômico
Lara Resende, Pérsio e Tebet se juntam a petistas na transição

O Estado de S. Paulo
Lula divide economia na transição entre PT e pais do Real; Tebet lidera área social

Folha de S.Paulo
Lula põe Arida, Lara Resende, Barbosa e Mello na transição

O Globo
Transição terá pais do Real na economia e Tebet no social

Correio Braziliense
Transição reúne Plano Real, Tebet e petistas históricos

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