Monitor – 9 de janeiro de 2022

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
07 a 09/01/23 | nº 818 | ANO V |  www.cnc.org.br
Mídia online (Valor OnlineFolha OnlineO Globo Online) reporta que entidades da indústria, comércio e bancos condenam atos terroristas ocorridos neste domingo em Brasília.

A CNC divulgou nota repudiando os atos antidemocráticos e disse que confia na punição dos responsáveis pelos crimes praticados. “Em relação à ocupação e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, neste domingo, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) manifesta o seu mais profundo repúdio aos atos antidemocráticos e reafirma o compromisso com os valores do Estado Democrático de Direito. A Confederação confia na apuração e punição dos responsáveis pelos crimes praticados contra a decisão manifesta nas urnas pela sociedade brasileira”, diz a nota da CNC.

Manifestações 
Principais jornais destacam que bolsonaristas radicais marcharam pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e depredaram as sedes dos três Poderes da República. Em reação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou intervenção na segurança pública do Distrito Federal. A Advocacia-Geral da União pediu ao STF a prisão de Anderson Torres, secretário da Segurança do DF, que foi demitido do cargo.

Valor Econômico e O Globo avançam que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na madrugada de hoje o afastamento por 90 dias do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Ao determinar o afastamento, Moraes afirma que Ibaneis teve uma “conduta dolosamente omissiva”.

O Estado de S. Paulo, O Globo e demais jornais trazem a reação de representantes dos Poderes e de entidades da sociedade civil aos atos de grupos extremistas. Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, já convocou em “prazo necessário” sessão do Congresso para votar o pedido de intervenção federal na segurança do Distrito Federal. Na Câmara, existe a expectativa de que Arthur Lira organize hoje uma reunião de líderes da Casa.

Imprensa também registra que o ex-presidente Jair Bolsonaro publicou, de Orlando, nos Estados Unidos, três tuítes em que afirma que atos como ocorridos ontem “fogem à regra”, mais de seis horas após o início das invasões e depredações das sedes dos três Poderes da República, em Brasília. Bolsonaro se defendeu de ser responsável por incentivar as ações golpistas.

Na Folha de S.Paulo, a coluna Painel S.A. relata que representantes do empresariado dizem estar preocupados com o impacto dos acontecimentos. Empresários e entidades do setor privado afirmam que os atos podem ter fortes implicações na economia. Logo após o início das invasões, a avaliação foi a de que a demora em controlar a situação poderia agravar a percepção de risco sobre o país.

O banqueiro Ricardo Lacerda, do BR Partners, prevê perdas para o país. “Eu acho que podemos ter um impacto negativo para os mercados e a economia com a elevação do risco institucional. Por isso é preciso punir exemplarmente os responsáveis”, afirma.

Trabalho
Manchete na Folha de S.Paulo de domingo revelou que o governo Luiz Inácio Lula da Silva recebe da gestão de Jair Bolsonaro mercado de trabalho no qual parte dos indicadores aponta retomada e outra parcela ainda sinaliza dificuldades.

A reportagem detalhou que, depois do baque causado pela pandemia, desemprego engatou trajetória de queda em meio ao avanço da vacinação contra a Covid-19. Com isso, a desocupação ficou menor do que no período pré-Bolsonaro.

A renda, por outro lado, despencou em meio à inflação alta e, mesmo com os recentes sinais de melhora, não se recuperou totalmente do choque. A informalidade também permanece elevada e é um desafio para o mandato petista.

Renda
Manchete em O Globo (08/01) situou que o Estado, neste início de novo governo, responde por 16% da renda recebida pelos brasileiros, por meio do pagamento de aposentadorias, pensões e benefícios sociais.

Segundo a reportagem, a dependência hoje supera a de 2004, ano da implantação do Bolsa Família, quando o Executivo federal respondia por 13,2% do total dos proventos da população.

Salário mínimo
Folha de S.Paulo e O Globo 
(07/01) relataram que a elevação do salário mínimo dos atuais R$ 1.302 para R$ 1.320  pode ter um custo de R$ 7,7 bilhões acima do previsto no Orçamento de 2023. O montante é mais que o dobro do valor calculado inicialmente.

O cálculo foi feito em dezembro pelo corpo técnico da Secretaria de Orçamento Federal (SOF) e enviado à transição em dezembro pela equipe do então ministro Paulo Guedes (Economia). Segundo o ofício, o novo governo pode precisar fazer um bloqueio nas demais despesas para conseguir remanejar recursos e bancar o aumento adicional do piso.

Risco fiscal
O Globo 
(07/01) situou que medidas aprovadas nos últimos anos pelo Congresso Nacional criam um risco fiscal para o Brasil nos próximos anos. Conforme o jornal, aumentos salariais, subsídios e precatórios pressionam o caixa e dificultam plano de resgatar contas públicas.

Para o presidente do Insper, Marcos Lisboa, que foi secretário de Política Econômica no primeiro mandato de Lula, existe risco de piora do desequilíbrio fiscal e de aumento da dívida pública, podendo levar à recessão e ao desemprego.

Justa causa
Folha de S.Paulo 
(07/01) mostrou que o Supremo Tribunal Federal pode concluir ainda no primeiro semestre de 2023 julgamento que perdura por 25 anos, que pode proibir demissões injustificadas.

A reportagem detalhou que os ministros discutem desde 1997 na Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.625 a legalidade de decreto assinado por Fernando Henrique Cardoso cancelando a adesão do país à Convenção 158 da OIT.

Combustíveis
Folha de S.Paulo 
(07/01) e O Estado de S. Paulo (08/01) informaram que o preço médio da gasolina comum subiu 3,2% na primeira semana de 2023, rompendo a faixa dos R$ 5 nos postos, segundo pesquisa divulgada ontem pela ANP.

A agência reguladora também indicou que o preço médio do óleo diesel aumentou 2,6% na primeira semana de 2023. Já o etanol avançou 3,6%. Os aumentos ocorrem mesmo com a prorrogação da desoneração sobre combustíveis.

Refino
Folha de S.Paulo 
mostra que o futuro presidente da Petrobras, senador Jean Paul Prates (PT-RN), avalia a possibilidade de romper acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para manter seis refinarias sob comando da estatal.

Os danos pela decisão podem ser tão elevados que alternativas passaram a ser estudadas. Uma das saídas é vender as refinarias abrangidas pelo acordo firmado com o Cade e, com o dinheiro arrecadado, outras unidades serem construídas.

Shoppings
Valor Econômico 
relata que a empresa resultante da fusão entre Aliansce Sonae e BR Malls será negociada de forma integrada na B3 a partir de hoje. Saem os papéis da BR Malls e concentram-se em Aliansce, sob o ticker ALSO3. É o primeiro passo oficial como empresa única, abrindo espaço para um processo de integração, que tomará a agenda deste ano – um “trabalhão”, nas palavras do CEO, Rafael Sales. A nova Aliansce administra 62 shoppings, do quais 53 próprios. Segundo Sales, o foco agora vai ser total em integração. “Temos que juntar empresas, os sistemas, afinal nunca se operou numa empresa desse tamanho.”

Reunião ministerial
A repercussão em torno da primeira reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com seus 37 ministros teve destaque no noticiário de sábado (7). Entre os pontos abordados no encontro, a mídia ressaltou que o chefe do Executivo enfatizou que o representante de seu governo que cometer algum ato ilícito será demitido. “E, se cometer algo grave, a pessoa terá que se colocar diante das investigações da própria Justiça”, salientou.

Lula, no entanto, enfatizou que apoiará seus ministros nos momentos bons e ruins. A ministra do Turismo, Daniela Carneiro, que vem tendo nos últimos dias sua imagem associada com miliciano, aproveitou sua fala na reunião para se defender.

Outra questão que a imprensa observou em relação à reunião ministerial foi o uso da palavra ‘gasto’. Lula pediu que a equipe não use o termo, uma vez que “o governo tem de falar de investimento”.

O dólar comercial fechou sexta-feira em queda de 2,16%, cotado a R$ 5,23. Euro caiu 1,04%, chegando a R$ 5,57. A Bovespa operou com 108.963, alta de 1,23%. Risco Brasil em 250 pontos. Dow Jones subiu 2,13% e Nasdaq teve queda de 2,56%.

Valor Econômico
Terroristas atacam Planalto, STF e Congresso, e DF terá intervenção

O Estado de S. Paulo
Ataque à democracia

Folha de S.Paulo
Golpistas pró-Bolsonaro invadem o Planalto, o Supremo e o Congresso

O Globo
Bolsonaristas radicais atacam os 3 Poderes; Lula intervém no DF

Correio Braziliense
Ataque terrorista vandaliza República… Moraes afasta Ibaneis e Lula intervém no DF

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