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iFood
Principais jornais informam que o iFood fechou ontem um acordo com o Cade que impõe limites aos contratos de exclusividade da empresa com restaurantes e lanchonetes no país. Plataformas como Rappi, Uber Eats, 99Food e a associação de bares e restaurantes haviam entrado com petições no órgão antitruste alegando violações às regras de concorrência no mercado.
Por um período de transição de seis meses e duração de quatro anos, o iFood terá de manter o volume de vendas – combinação da quantidade de pedidos com tíquete médio – atrelado a parceiros exclusivos em 25% e, nos municípios com mais de 500 mil habitantes, não poderá ter mais de 8% de parceiros com exclusividade.
Além disso, redes com mais de 30 restaurantes não poderão manter exclusividade com a plataforma. Para Lucas Pittioni, diretor do iFood, a exclusividade viabiliza investimentos no setor.
Delivery
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) acrescenta que representantes de empresas de entrega por aplicativo levaram ao Ministério do Trabalho nesta terça (7) uma proposta para a modelagem de política pública para os entregadores.
Uma das sugestões é a criação de um banco de dados com as informações básicas dos entregadores, segundo o MID (Movimento Inovação Digital), que reúne mais de 170 empresas como Rappi, Loggi e Zé Delivery.
O MID, que participou da reunião com o ministério, afirma que sem esse desenho social, será difícil formular um pacote de benefícios que atenda entregadores e não provoque fuga das empresas. A avaliação é que ainda é necessário incluir informações como endereço e telefone nos cadastros oficiais, além de fazer um pente fino para identificar os trabalhadores que estão ativos nos apps.
Marisa
Valor Econômico e O Globo relatam que, pressionada por dívidas que vencem no curto prazo, a rede de moda feminina Lojas Marisa contratou o banco de investimentos BR Partners e a consultoria especializada em empresas em crise Galeazzi Associados para mudar o perfil de seu endividamento e reestruturar seu negócio. As ações ordinárias da empresa fecharam o pregão desta quarta-feira a R$ 1,06, com queda de 6,2%. Em 12 meses, os papéis acumulam desvalorização de 67%, de acordo com levantamento do Valor Data.
Dias antes de estourar a crise da Americanas, há quatro semanas, executivos da companhia fundada pela família Goldfarb estavam em contato com empresas especializadas para abrir conversas com bancos credores, segundo fontes. E, desde então, a Marisa está encontrando resistência de parte das instituições financeiras por conta da escalada dos problemas na Americanas, que em 11 de janeiro informou um rombo de R$ 20 bilhões, construído ao longo de vários anos em seus balanços.
Os bancos Fibra, da família Steinbruch (dona da CSN), e Safra estão entre os maiores credores financeiros da Marisa. O banco Safra, que tem forte exposição na Americanas, de cerca de R$ 2,5 bilhões, estaria menos flexível à renegociação de prazos, afirmaram pessoas familiarizadas com o tema. O banco teria fechado sua torneira de crédito e estaria mais duro com os devedores.
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