Monitor – 9 de fevereiro de 2023

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Informativo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
09/02/23 | nº 840 | ANO V |  www.cnc.org.br
A coluna Mercado S/A (Correio Braziliense) registra que o nível de endividamento dos brasileiros se manteve estável em janeiro, mas os resultados são alarmantes. Segundo a CNC, oito em 10 famílias tinham dívidas a vencer no mês, a mesma proporção de dezembro.O estudo também mostrou que 11% dos consumidores não conseguem pagar débitos atrasados.

Em O Globo, a coluna Comércio em Pauta, produzida pela CNC, conta que a UinCNC, plataforma digital de capacitação profissional do Sistema Comércio, conquistou medalha de prata no prêmio Brandon Hall Awards, na área de Treinamento e Desenvolvimento, na categoria Melhor Avanço na Implementação de Plataforma de Aprendizagem em 2022.

Conteúdo também registra que o Sesc abriu mais uma turma do projeto EAD EJA, que oferece formação gratuita a distância em ensino médio com qualificação profissional.

Por fim, a coluna informa que o Hotel-Escola Senac Barreira Roxa (RN) recebeu o prêmio Traveller Review Awawrds pelo quarto ano consecutivo.

Reforma tributária
Valor Econômico 
conta que o secretário especial do Ministério da Fazenda para a reforma tributária, Bernard Appy, afirmou ontem que a alíquota para o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) deve ser de 25% para manter a carga tributária neutra em relação à atual e rejeitou a possibilidade de que a proposta seja utilizada para elevar os impostos e resolver o problema de déficit fiscal do governo (que hoje gasta mais do que arrecada).

“Posso garantir que a reforma da tributação do consumo vai ser feita sem aumento de carga tributária. Até porque o consumo já é muito tributado no Brasil”, disse, em almoço com parlamentares organizado pelo Renova BR.

Appy destacou ainda que a reforma será realizada em duas etapas: primeiro, da tributação sobre o consumo; num segundo momento, a reformulação dos impostos sobre a renda e “possivelmente da folha de salários”. “Vamos fazer em dois tempos porque a reforma do consumo já está muito mais avançada, amadurecida, no Congresso”, disse. Renda e patrimônio, ressaltou, são as áreas em que é possível se “explorar melhor” a tributação, enquanto a folha de salários e consumo já têm carga tributária excessivamente alta.

Inflação
Folha de S.Paulo 
assinala que investidas do presidente Lula contra os juros altos, metas de inflação e autonomia do Banco Central (BC) tende a piorar o cenário da inflação de alimentos.

Segundo Folha, inflação de alimentos será um dos principais motivos para o BC possivelmente deixar de cumprir a meta de inflação em 2023, pelo terceiro ano consecutivo. O principal entrave para a queda maior dos preços segue na alimentação.

iFood 
Principais jornais informam que o iFood fechou ontem um acordo com o Cade que impõe limites aos contratos de exclusividade da empresa com restaurantes e lanchonetes no país. Plataformas como Rappi, Uber Eats, 99Food e a associação de bares e restaurantes haviam entrado com petições no órgão antitruste alegando violações às regras de concorrência no mercado.

Por um período de transição de seis meses e duração de quatro anos, o iFood terá de manter o volume de vendas – combinação da quantidade de pedidos com tíquete médio – atrelado a parceiros exclusivos em 25% e, nos municípios com mais de 500 mil habitantes, não poderá ter mais de 8% de parceiros com exclusividade.

Além disso, redes com mais de 30 restaurantes não poderão manter exclusividade com a plataforma. Para Lucas Pittioni, diretor do iFood, a exclusividade viabiliza investimentos no setor.

Delivery
Painel S.A. (Folha de S.Paulo) 
acrescenta que representantes de empresas de entrega por aplicativo levaram ao Ministério do Trabalho nesta terça (7) uma proposta para a modelagem de política pública para os entregadores.

Uma das sugestões é a criação de um banco de dados com as informações básicas dos entregadores, segundo o MID (Movimento Inovação Digital), que reúne mais de 170 empresas como Rappi, Loggi e Zé Delivery.

O MID, que participou da reunião com o ministério, afirma que sem esse desenho social, será difícil formular um pacote de benefícios que atenda entregadores e não provoque fuga das empresas. A avaliação é que ainda é necessário incluir informações como endereço e telefone nos cadastros oficiais, além de fazer um pente fino para identificar os trabalhadores que estão ativos nos apps.

Marisa
Valor Econômico e O Globo 
relatam que, pressionada por dívidas que vencem no curto prazo, a rede de moda feminina Lojas Marisa contratou o banco de investimentos BR Partners e a consultoria especializada em empresas em crise Galeazzi Associados para mudar o perfil de seu endividamento e reestruturar seu negócio. As ações ordinárias da empresa fecharam o pregão desta quarta-feira a R$ 1,06, com queda de 6,2%. Em 12 meses, os papéis acumulam desvalorização de 67%, de acordo com levantamento do Valor Data.

Dias antes de estourar a crise da Americanas, há quatro semanas, executivos da companhia fundada pela família Goldfarb estavam em contato com empresas especializadas para abrir conversas com bancos credores, segundo fontes. E, desde então, a Marisa está encontrando resistência de parte das instituições financeiras por conta da escalada dos problemas na Americanas, que em 11 de janeiro informou um rombo de R$ 20 bilhões, construído ao longo de vários anos em seus balanços.

Os bancos Fibra, da família Steinbruch (dona da CSN), e Safra estão entre os maiores credores financeiros da Marisa. O banco Safra, que tem forte exposição na Americanas, de cerca de R$ 2,5 bilhões, estaria menos flexível à renegociação de prazos, afirmaram pessoas familiarizadas com o tema. O banco teria fechado sua torneira de crédito e estaria mais duro com os devedores.

BC
Manchetes de O Estado de S. Paulo e O Globo seguem repercutindo as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Banco Central e seu gestor.

Segundo O Estado de S. Paulo, a cúpula do PT apoia a pressão de Lula sobre o presidente do BC, Roberto Campos Neto, defende sua substituição e, também, uma reorientação da política monetária — impondo uma linha “desenvolvimentista” à condução da economia.

O Globo ressalta que “ataques de Lula” à instituição financeira enfatizam o contraste com a gestão de Jair Bolsonaro. Em 40 dias, foram ao menos 20 denúncias contra o legado do antecessor em discursos públicos.

Folha de S.Paulo acrescenta que o Centrão e dirigentes  de partidos aliados do governo rejeitam a ideia de rever medidas como a autonomia do Banco Central, apesar das investidas do presidente Lula contra o comando da autarquia.

A reportagem revela que declarações recentes de Lula na área econômica irritaram a cúpula da Câmara. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), teria manifestado incômodo especificamente com as críticas à privatização da Eletrobras.

Já o Valor Econômico registra que o ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha (PT), negou que o governo esteja colocando em andamento um processo de fritura do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Ele ressaltou que é papel da autoridade monetária “suavizar” a flutuação econômica, fomentar o pleno emprego e garantir a estabilidade. Mas negou, contudo, que haja intenção do governo de mudar a meta de inflação, hoje de 3,25%.

O dólar comercial fechou ontem em queda de 0,06%, cotado a R$ 5,19. Euro subiu 0,05%, chegando a R$ 5,57. A Bovespa operou com 109.951, alta de 1,97%. Risco Brasil em 249 pontos. Dow Jones caiu 0,61% e Nasdaq teve queda de 1,68%.

Valor Econômico
STF dá à União o direito de cobrar bilhões em tributos

O Estado de S. Paulo
Para forçar baixa nos juros, PT vai ampliar pressão sobre o BC

Folha de S.Paulo
Governo inicia desmonte de garimpo na terra yanomami

O Globo
Ataques de Lula ao BC expõem estratégia da ‘herança maldita’

Correio Braziliense
Após desmonte, Ibama lidera combate ao garimpo

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